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Resenha de Livro: A menina que colecionava borboletas


Livro: A Menina que colecionava borboletas
Autora: Bruna Vieira
Ano: 2014
Páginas: 152
Editora: Gutenberg
Nota: 3,5 de 5

Se você curte crônica e era da época das blogueiras da Capricho tenho certeza de que deve lembrar e saber quem é Bruna Vieira. A garota ganhou grande destaque com seu blog "Depois dos Quinze" e algum tempo depois já foi convidada pra lançar alguns livros pela Gutenberg. A menina que colecionava borboletas é o terceiro livro da Bruna, sendo o segundo de crônicas. Quem acompanha o blog dela ou conhece pouco sabe muito bem que a Bruna sempre escreveu e nesse livro temos crônicas sobre diversos de uma forma muito mais madura e difrente. Apesar de o primeiro livro "Depois dos Quinze" também ser de crônicas, neste aqui temos um amadurecimento dela com relação as coisas ao seu redor e os assuntos que permeiam sua vida. A diagramação e ilustração do livro é maravilhosa. A editora não deixou de caprichas nas partes ilustradas e na disposição dos quotes. Quando comprei o primeiro livro me identifiquei apenas com algumas coisas e acabei deixando de lado já que eu acabei crescendo e amadurecendo também. 

Nesse livro senti um tipo de conexão maior com suas ideias, visões e desabafos sobre diversos assuntos. Não há muito mais o que falar sobre o mesmo, já que a autora permeia de forma bacana sobre alguns sentimentos de uma forma diferente. Neste livro vemos uma Bruna mais voltada pro lado adulto que quer dividir conosco algumas situações que ela passou e que acredito que muitas pessoas passam pelo mesmo. A Bruna tem uma escrita talentosa com frases de efeito bem reflexivas e que causam um certo conforto na leitura. É um livro bacan pra relaxar, pensar um pouco e se identificar se você tiver vivenciando os mesmos tipos de sensações ou aprendizados. Se você curte livros de crônicas esse daqui precisa entrar com toda certeza pra sua lista. É uma escrita reflexiva e um modo especial de ver a vida sobre as perspectivas dela.Recomendo.


"Conheça o mundo. Não necessariamente em uma viagem. Ás vezes, o que a gente precisa mesmo é olhar tudo de uma perspectiva diferente." pág 28
"Quero é provar que podemos ser exatamente assim, cheios de defeitos e sem nenhuma garantia. Invisíveis para o resto do mundo, mas o suficiente um para o outro." pág 75 
"Aprendeu que, quanto maior o espaço que deixam na gente, maior a chance de aparecer alguém que se encaixe perfeitamente ali." pág 80
"É uma questão de tempo. Do clichê e incontrolável tempo. Não tem jeito, mais cedo ou mais tarde voce vai olhar no espelho, ou para a bagunça do seu novo quarto, e se perguntar: quando foi que as coisas mudaram tanto assim?" pág 100
"Só precisamos descobrir onde a antiga graça se escondeu. Ela deve ter levado nossos sorrisos" pág 103





Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí.


Resenha de Livro: A Lista Negra



Livro: A Lista Negra
Autora: Jennifer Brown
Ano: 2012
Páginas: 272
Editora: Gutenberg
Nota: 5 de 5

Esse livro estava na minha lista há tempos devido as muitas críticas positivas que já li sobre o mesmo o que aguçou ainda mais minha curiosidade. Já faz um tempinho que tive a oportunidade de comprar o livro mas passei outros títulos na frente e só consegui dar a devida atenção para o mesmo atualmente. Antes de falar as minhas considerações temos que falar do enredo como sempre fazemos em resenhas. Um aluno abre fogo contra vários estudantes em um colégio. E a vida de todos muda depois disso. Valerie é mais atingida. Nick, o atirador e causador da tragédia seu namorado, seguia uma lista denominada de Lista Negra onde ele e Valerie colocaram o nome de várias pessoas que os atormentavam ou tinham chateado eles por algum motivo. 

E naquele dia, Nick resolveu levar a lista a sério executando o maior número de pessoas possível. Valerie se arrisca para salvar uma garota e sobrevive com apenas um tiro na perna sem entender porque Nick fez aquilo e se matou. Agora, ela precisa enfrentar as consequências da tragédia, as suposições, os ataques e as críticas das pessoas que ainda a acham cúmplice ou culpada pelos ataques de Nick. 

O mais interessante desse livro é ver a perspectiva da situação como um todo. A autora foi bem inteligente e desenvolveu uma trama com um assunto que não é nada delicado colocando os pontos certos e os desenvolvendo de uma maneira envolvente mas ao mesmo tempo consciente. Incidentes de casos envolvendo alunos ressentidos com bullying, ou alguma mágoa e raiva escondidos que os levam a abrir fogo em lugares públicos ou escolas é mais comum lá fora do que aqui no Brasil. O modo como a autora dividiu os fatos também foi bem interessante, já que o livro é dividido em 4 partes e cada uma delas complementa a outra apesar de serem em tempos diferentes e não em ordem cronológica. 

O foco principal obviamente é o bullying e apesar de eu já ter visto e lido várias histórias provocadas pelo mesmo esse livro foi bem diferente. A coisa aqui é bem mais séria. Dá uma angústia pelos personagens, pela situação e pela Valerie também. No começo a gente pode até pensar em ter raiva dela, mas conforme a história vai passando você consegue entende-la melhor e até ter compaixão por ela porque afinal era uma raiva boba que ela tinha de pessoas que a chateavam em que ela transformou em uma lista que não achava que seria real. As passagens dos capítulos são dadas por trechos do jornal da escola em que há relatos de algumas vítimas, estudantes e familiares. 

Poder ter uma noção da visão de alguns personagens dentro da história ajudou muito a compreender como as pessoas se sentem em determinadas situações e como os jovens lidam com o bullying. A descrição da tragédia, o modo de espanto de Valerie de não saber que Nick faria algo assim e tudo que acontece depois para que ela possa superar. Eu me coloquei no lugar dela várias vezes, sendo julgada e criticada ou taxada como a namorada do cara doido que atirou em vários da escola. Achei a Valerie bem mais corajosa que qualquer outra pessoa em conseguir voltar a escola depois de tudo aquilo. Todos a achavam culpada ou pelo menos em parte achavam. Até sua família. Sua mãe vivia desesperada achando que ela cometeria suicídio. Seu pai mal ligava para as coisas e assim as coisas iam. Eu tive compaixão por ela e por mais que quisesse odiar o Nick em certo ponto até compreendi seus motivos por mais que não concordasse com ele. É um livro intenso, que aborda o bullying de uma outra perspectiva mais dramática e bem mais séria mas que ao mesmo tempo abre os olhos e mostra as pessoas o que acontece com certas pessoas que são vítimas desse tipo de brincadeira. É pra pensar, refletir e admirar. A autora faz isso com excelência de uma maneira muito bem escrita e desenvolvida.








"Em um dia péssimo para mim, tudo o que eu queria era devolver o mal para cada um daqueles que estavam estragando o meu dia. Então, tive a ideia de escrever seus nomes em um caderno, como se aquele caderno fosse uma espécie de boneco de vodu ou coisa parecida. Acho que sentia que anotar seus nomes no caderno provava que eram imbecis e que eu era a vitima". - Valerie

"Eu soube que estava me apaixonando por ele, por aquele garoto de roupas surradas e mal-encarado, que sorria de um jeito tímido e citava Shakespeare de cor". - Valerie

"E foi assim que começou a famosa Lista Negra: como uma piada. Uma forma de descarregar a frustração. No entanto, ela acabou se transformando em algo que eu nem imaginava" Pág. 85

"E eu passava cerca de uma hora, meu quarto ficando escuro, pensando em que diabos tinha acontecido para me tornar tão incerta sobre até mesmo quem eu era. Por que "quem você é" deve ser a pergunta mais fácil de ser respondida, certo?"





E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão.





Resenha de Livro: Muito mais que o Acaso


Livro: Muito mais que o Acaso
Autor: Athos Briones
Ano: 2016
Páginas: 160
Editora: Gutenberg
Nota: 2,5 de 5

Eu queria muito ter gostado mais desse livro e fiquei pensando antes de escrever essa resenha mas preciso ser sincera com vocês. Quando soube do lançamento desse livro, fiquei feliz. Eu já adorava a Bianca Briones e saber que seu filho estava embarcando também no mundo da literatura foi empolgante e por isso esperei algo tão incrivelmente bom quanto os livros da Bianca. Antes de falar da minha opinião geral sobre o livro, vou falar um pouquinho do enredo para que vocês entendam do que se trata. O livro conta a história de Victor, um garoto humilde de escola pública e muito talentoso no futebol. Graças a esse talento, ele consegue uma bolsa em uma das melhores escolas particulares de São Paulo e vê isso como uma oportunidade de melhorar sua vida e a vida da mãe e de sua irmã. Quando ele chega na escola tem um pouco de dificuldade de encontrar seu lugar com medo de ser julgado pelas pessoas mas logo percebe que é uma besteira e consegue se encaixar com as pessoas fazendo vários amigos. É assim que ele conhece Sophia, uma garota de olhos claros e muito bonita que o rapaz se interessa logo de primeira. Com alguns temas abordados como preconceito racial, preconceito de sexualidade, preconceito social e algumas outras coisas o rapaz precisa vencer essa barreiras para ficar com Sophia e ajudar sua família.

Falando de uma forma geral, o livro tem uma história bacana. É uma história simples, bem jovial e com temas interessantes inseridos dentro dela. Eu li muitas críticas positivas sobre o enredo, mas não posso deixar de colocar as minhas opiniões. Muitas coisas me incomodaram durante a história. Primeiramente, os capítulos são muito curtos. Em muitos deles eu não entendi porque certos pontos foram divididos em outros capítulos sendo que eles poderiam ter sido colocados com outros. Ficou estranho. Lendo a narrativa com atenção a história toda me pareceu corrida. Como eu disse, há temas bem importantes e que chamam a atenção, mas do modo que a história foi escrita muitas colocações pareceram forçadas demais o que me incomodou muito. Muitas vezes eu me peguei lendo algo e pensando que aquilo não estava condizente com o desenvolvimento da mesma. Muitos diálogos também não acrescentaram nada a história, como a troca de conversas entre o personagem principal e seus amigos. Era um cumprimento( e ai brother, beleza, beleza, então falavam de algum assunto irrelevante pra narrativa e acabava) ai eu ficava ali pensando durante a leitura pra que aquele diálogo foi inserido sendo que muitos pontos da história poderiam ter sido bem mais elaborados. 


Não sei se pela linguagem jovial demais, o autor deixou de trabalhar muitas coisas que dariam a história algo mais encantador do que foi apresentado. Pra ser sincera nem o romance  de Sophia e Victor me entusiasmou. Ficou tudo muito morno durante toda a leitura. A narrativa não empolga apesar de ter assuntos sérios inseridos se tratando do preconceito, dos sentimentos que os jovens vivenciam e outras coisas, e apesar de o autor ter pegado pontos interessantes pra trabalhar o que foi apresentado foi colocado de uma forma forçada pra mim em que o ambiente não colaborou.  Me dói muito escrever esse tanto de críticas mas foi a impressão que fiquei do livro o tempo todo. Eu não poderia dizer algo diferente mesmo que quisesse. Não é por isso que digo que é um livro ruim. É um livro interessante, jovial, leve e rápido mas que faltou um pouco de equilíbrio. Já li muitos livros leves com essa dinâmica mais rápida que não teve um ápice mas o autor soube levar a história de uma forma cativante. Infelizmente não foi isso que aconteceu aqui. A pressa pra narrativa desenrolar ficou muito evidente e alguns momentos senti falta de fatos que desse um gás pra história ou uma exploração maior do que estava ali. Pra um livro jovial acredito que o autor tenha cumprido o que queria, trazer uma história leve porém acredito que poderia ter explorado vários outros caminhos.Enfim, foi um livro bem rápido e só posso dizer pra vocês que apesar de minha opinião vocês mesmos devem tirar suas conclusões. 





O amor não tem idade, não tem hora, ele acontece quando você menos espera.

Victor é um garoto comum. Estudante de escola pública, ele adora jogar futebol e sonha em proporcionar um futuro melhor para a mãe e para a irmã. Tudo o que ele precisava era de uma oportunidade para que os seus sonhos, enfim, se tornassem realidade.
O empurrãozinho do destino chega quando Victor ganha uma bolsa de estudos no melhor colégio de São Paulo, graças ao seu talento no futebol. Perdido em um ambiente completamente novo e muito distante da realidade de sua vida, ele encontra refúgio entre os novos amigos e nos olhos claros de uma garota chamada Sophia, capaz de fazê-lo se sentir parte daquele mundo. Mas quando a mãe de Sophia se opõe ao relacionamento dos dois, os problemas do ensino médio surgem e as pessoas não são tão receptivas quanto parecem, Victor percebe que terá de vencer o preconceito e a discriminação para provar que o valor de uma pessoa não se mede pela sua origem, mas por suas ações.





Resenha de Livro: Um pouco além do resto

Livro: Um pouco além do Resto
Autora: Clarrisa Correa
Ano: 2013
Páginas: 308
Editora: Gutenberg
Nota: 5 de 5

Ah mais um livro dessa linda. Como eu estou APAIXONADA por essa autora e sua escrita. Já fiz resenha do livro "Para todos os amores errados" da Clarissa e ele entrou pra minha lista de queridinhos. Não tenho como descrever o quanto a Clarissa me descreveu em quase todos  Eu já tinha despertado interesse pelos livros da Clarissa tem um tempo e só agora consegui desfrutar de dois livros incríveis que me descreveram de uma forma tão abrangente e absurda que me deixou espantada. De verdade. Diferente do outro livro de textos, " Um pouco além do resto" nos faz viajar por diversos assuntos, sejam eles os mais banais ou os mais comuns. A autora reflete e aborda nos textos um pouco de tudo colocando sobre eles seus sentimentos, pensamentos e visões. É impossível não refletir sobre o que ela fala enquanto você vai progredindo na leitura. A escrita da autora é tão gostosa, tão envolvente e o modo como ela descreve os assuntos puxando pra um lado divertido e interessante te faz qiuerer mais e mais textos após acabar um.

Não dá pra simplesmente passar as páginas e não acabar marcando aquele texto que tem aquela frase foda que te representou de infinitas formas e você pensa " COMO ASSIM?". Sem firula, com muita honestidade e um conhecimento profundo sobre os mistérios dos pensamentos e sensações. A Clarissa não tem medo do que fala e deixa isso claro durante a leitura. Viajamos em suas palavras, reflitimos, aprendemos e até amadurecemos a ainda de pensar sobre nós mesmo refletidos naquelas palavras. Muitas vezes me peguei pensando no que ela escreveu em algum trecho e parando pra pensar " Não é que ela está certa?". Fiquei extasiada com o modo que a Clarissa é parecida comigo. No jeito de pensar, sentir, se relacionar com as pessoas, sobre assuntos em geral e relacionamentos complicados.

Aaaah me deu uma vontade de virar amiga da Clarissa. E olha que eu curti tanto o que ela escreve que fui procurar a autora no Facebook e enviei uma mensagem encantada que ela respondeu com carinho alguns dias depois. Fiquei super feliz né? Estou aqui desejando internamente para que ela por favor, lance mais livros. Estou agora em um estado de ansierdade total até que saia um livro novo. Já estou imaginando um novo livro de textos ou uum romance ( meu coração não vai aguentar).

A diferença desse livro pro outro é que aqui, a autora não se foca em relacionamentos e sim em um pouco de tudo mas principalmente no que é interno e que a maioria das pessoas nem quer tocar no assunto. O mais legal é que embaixo de cada título de cada texto há uma parênteses indicando quando ou em qual situação você deve ler aquele texto. Algumas frases são tão bem humoradas que você se vê sorrindo durante a leitura.

Um pouco além do resto mexeu comigo em vários quesitos da vida. Me fez pensar, refletir, se emocionar e amar a Clarissa. São textos e palavras que atingem o interior lá no fundo, o íntimo de nossos corações  descrevendo sentimentos que pouco são conhecidos ou negados por nós. Não dá pra não se identificar com pelo menos uma coisa. Durante a leitura os pensamentos de " Isso já aconteceu comigo" ou " Nossa que bizarro" são muito comuns.

Se você curte o livro bem escrito, com vários temas e  uma escrita gostosa e divertida esse livro é do seu tamanho. Acredite, se você se identificar com algo quando terminar a leitura vai notar que já está encantada pelas palavras da autora. Um talento que nem se discute. Recomendo muito. Literatura nacional maravilhosa.
Um pouco além do resto é contido na linguagem, porém exuberante nas sugestões. Confirma o quanto complicamos a felicidade. É somente estar feliz que já cavamos suspeitas, provocamos brigas, recrutamos flertes para testar o amor do outro. A simplicidade não sacia ninguém – é o que parece lendo Clarissa, mesmo que a simplicidade seja o que a gente sempre sonhou em um relacionamento. O medo do futuro estraga o presente, e altera inclusive o passado. Não duvide do poder do pensamento: ele destrói amores perfeitos. São as suposições que se agigantam, e não diferenciamos o que é receio do que é real. Essa mania de procurar coisa onde não tem.
Desconfie menos, acredite mais. E aprenda com Clarissa como eu aprendi. - Fabrício Carpinejar
"Escondo Palavras através de olhar. Não sou fácil, só tente não desistir." (Pág - 20)
"Não quero razões lógicas, quero emoção dando tapas na cara e puxões de cabelo. Eu vivo para isso, quero sentir tudo." (Pág - 21)
"É tão fácil achar que ama, é tão difícil encontrar o amor." (Pág - 26)
"Em outras ocasiões, meu humor é péssimo, até eu tenho medo de mim, pois a voz das pessoas me irrita. A cara. O jeito. As perguntas. Um determinado olhar. Tudo é motivo pra encher o baú da minha irritação." (Pág - 29)
"Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero." (Pág - 29)
"Você está apaixonada pela ideia de se apaixonar." (Pág - 33)
 "Você era pão-duro no quesito sentimento" (Pág - 33)
"Por buscar alguém que trouxesse o meu sapatinho acabei com os dois pés no asfalto quente" (Pág - 34)
"Era só uma ideia fixa, porque a gente tem disso e, infelizmente, acha que é amor." (Pág - 35) 
"Cismo com excessos de simpatia, com falta de sorriso na cara, com gente solícita demais, com gente que tem estoque de patadas, cismo com a cisma." (Pág - 47)
"Autoestima é que nem Bolsa de Valores: tem períodos de alta e baixa." (Pág - 60) 
Uma coisa é certa: a gente vai viver buscando, por mais feliz que esteja. A outra coisa certa é que ainda bem que é assim. A vida não teria graça se a gente não tivesse alguma meta. Os sonhos estão aí justamente para irmos atrás. Se ele fica na palma da mão deixa de ser sonho. E na vida o que nos move é isto: a vontade de melhorar a cada dia. (página 77) ♥

A gente fica catando a felicidade no meio da rua, dentro da bolsa, nos cantos das boates esfumaçadas, em alguma mesa de um bar barulhento. E a felicidade, olha só, está aqui e aí: dentro de nós. (Clarissa Corrêa, trecho do livro ‘Um pouco além do resto’, página 153)

Mas quer saber? A nossa porta tem que estar sempre entreaberta. Jogue a chave fora, não precisamos de cadeado, tranca, alarme, grade, seja lá o que for. A gente tem que se abrir para o sim, para os sins. (página 46) 

Resenha de Livro: Para todos os amores errados

Livro:  Para Todos os Amores Errados
Autora: Clarissa Correa
Ano: 2013
Páginas: 176
Editora: Gutenberg
Nota: 5 de 5 ( Meu queridinho)

Vou começar dizendo que virei fã dessa autora. Há muito tempo queria ler esse livro que pela sinopse e enredo pareciam ser incríveis. E foi exatamente assim. Um livro INCRÍVEL e ideal para você que está ai se sentindo sozinha, incompreendida, magoada e com todas aquelas sensações agoniantes. Para todos os amores errados é um livro cheio de crônicas que vai te encantar do começo ao fim. Fiquei surpresa com a simplicidade da autora e de como ela usa as palavras para descrever os textos e simplesmente te traduzir em várias linhas. Lendo cada um dos textos senti saudades familiares, momentos que voltavam, memórias guardadas e uma vontade de deixar as lágrimas voltarem. Clarissa faz uso das palavras de uma forma engraçada, casual, simples e envolvente. Como o título já diz as crônicas falam dos sentimentos, frustrações, decepções e todos os amores que deram errado. E em algum palavra ou linha você com certeza vai se identificar. Dá pra ler várias e várias vezes, marcar os textos favoritos e selecionar frases que te traduzem completamente. A Clarissa escreve de uma forma sincera, pra pessoas que sente, pessoas que se preocupam e realmente se envolvem de verdade com a outra pessoa. Sem fantasias, firulas ou enrolação as palavras chegam ao nosso coração de um modo direto e intenso.A autora coloca tudo que passou junto com suas experiências de um modo que te faz refletir e pensar nas situações comuns e pensar " Não estou sozinha nessa jornada de sentimentos". 

É um livro real com sentimentos que todas garotas já passaram. Li muitas críticas de pessoas que reclamaram alegando que o livro parecia ser de uma garota de 14 anos que precisa de terapia ou uma garota que é imatura e boba. Desde quando fazer terapia é uma crítica? Desde quando ser insegura, descrever os amores errados e desabafar sobre os sentimentos é algo bobo e imaturo? Todas nós não queremos atenção, carinho, sentimento e amor? Todas nós não queremos relações que deem certo e reciprocidade? Independente da idade acho que sentimos o mesmo quando nos decepcionamos ou magoamos. Ela retrata tudo que sente em diversas situações e pode soar repetitivo mas quantas vezes não nos magoamos e sentimos a mesma coisa repetidamente? Não dá pra julgar apenas não gostar dos textos, mas a linguagem com certeza vai te envolver e te fazer confortar se estiver passando por algo. Consegui falar com a Clarissa no Facebook e precisei agradece-la pelos textos porque eu necessitava dizer algo. E ela foi extremamente gentil comigo. Recomendo esse livro para todos que já sofreram, se magoaram, não compreenderam ou estão tentando dar a volta pra cima. Um livro incrível, com uma escrita incrível e envolvente, cativante ao extremos merece mesmo sua leitura.

"A propósito, te agradeço. Não por ter me magoado e ido embora como se nada tivesse acontecido, mas por ter me ensinado a ser mais forte. E menos tola." 

"Após procurar (sem sucesso) palavras bonitas para te escrever, descobri que o que existe de mais bonito para te oferecer não são palavras. E sim o que eu tenho de melhor (e pior) em mim. Procurei palavras, mas só consegui dar vazão ao que um peito receoso e cauteloso (talvez por ter ficado cara a cara com o precipício) tinha a dizer. Espero que você seja o céu azul." 

"One more time: atitudes valem mais do que duas mil palavras. E alguns olhares valem mais que quinhentas declarações de amor." 

" Nem sempre as coisas saem como esperamos, eu sei. Mas acho que o que move as pessoas é o sentimento. Problemão? Fato inesperado? Se gosta de mim, tenha a absoluta certeza de que estarei ao seu lado, pro que der e vier. Pelo menos nós tentamos. Pior vai ser deixarmos o tempo passar e bater o arrependimento. Por favor, pense bem antes de jogar parte de mim (parte sua?) no lixo." 

"Sem apertar o interfone, nem nada. E a imagem que vem de você é aquela, daquela sua foto que eu acho linda. Que tem o desgraçado do sorriso lindo. Que tem você. E que, acredite, tem uma parte de mim." 

O amor é o sentimento mais indefinível e intenso que pode ser vivido. Profundo ou superficial, complexo ou simples, verdadeiro ou passageiro, ele atinge e muda tudo sem precedentes. Porém, momentos de pura paixão também podem ser dramáticos e dolorosos, quando dois corações não conseguem se entender. Em Para todos os amores errados, lançamento da Editora Gutenberg, a redatora publicitária e blogueira Clarissa Corrêa escreve sobre as desilusões de um romance avassalador.Famosa por ter um de seus textos lido ao vivo por Pedro Bial, no programa Big Brother Brasil, Clarissa é certeira, indo direto ao ponto por meio de relatos sinceros, que recheiam o livro e dão uma pitada diferente no modo de pensar o amor. Entre os altos e baixos do fim de uma relação amorosa, a história é contada e sentida a partir de desabafos escritos em primeira pessoa, os quais, segundo prefácio assinado por Pedro Bial, “baixa a calcinha dos homens e mostra a cueca das mulheres”. Cheio de citações a personalidades do cotidiano atual, o texto adquire um tom de veracidade e aproximação a cada página, criando uma intimidade até mesmo cômica com que já sentiu ou passou pela mesma situação, em que o amar e ser amado não é responsabilidade de um só. Registrando todas as fases de um rompimento, a protagonista chora, se arrepende, fica aliviada, triste de novo, sente saudades, tem muita raiva, volta a amar o mesmo amor, se encontra e se desencontra várias vezes. Chega à etapa de se entender e respeitar, para poder, quem sabe, voltar a amar. Escreve crônicas e poemas que expressam seus sentimentos. Conta os detalhes da traumática separação, classifica os tipos de homem e declara independência. Partindo de uma forma mais caótica de se expressar até chegar o mais próximo da razão, o amor e todos os seus obstáculos são a força que alimenta a narrativa. Sem medo de se expor ou ser julgada, a protagonista de Para todos os amores errados é um reflexo da mulher contemporânea que, ao mesmo tempo em que se permite amar, não tem medo de falar e gritar aos sete ventos que uma paixão também pode dar errado.



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