Texto: Trem descarrilhado


Já constatei nesse meus muitos e poucos anos de vida que sou uma montanha russa de sensações. Eu sei bem dos meus defeitos, das minhas qualidades e também do meu jeito de ser. Mas confesso que minha mente muda tanto de ideia que as vezes até eu fico confusa e sem entender o que está acontecendo. A verdade é que sou bem falante, tem dias que falo até demais mas em outros eu quero é ficar bem quietinha no meu canto. Sem conversa fiada, sem dizer nem oi. Em alguns dias me olho no espelho e me acho tão feia que acredito que poderia fazer o papel de ogra. Outros eu me acho maravilhosa e tiro várias fotos. Meu cabelo também sofre disso. Uma hora ele é bem cuidado com direito a creme de hidratação, uma escova bem feita e prancha. Em outras horas tenho preguiça até de lava-lo e nem me incomodo de ligar o secador. Acordo em um dia com vontade de mudar o mundo, com vontade de fazer milhares de coisas e até me organizo pra isso. Em outros dias não quero fazer nada, adio tudo que tem pra fazer e fico com preguiça de tudo. E ah, perco o foco com facilidade. Qualquer coisa me distrai. As vezes solto lágrimas no meio da noite, as vezes imagino cenas que poderiam acontecer e sorrio no escuro. O meu humor também sofre isso. 

Nos dias de bom humor eu danço sozinha pela casa, coloco os fones no volume máximo e na minha imaginação me sinto uma estrela. Nesses dias parecem que as coisas vão melhorar finalmente. E nos dias ruins..bem. Eles são dias ruins. Acordo de mau humor. Mau humor total. Tudo me irrita. TUDO. Tenho vontade de chorar, desistir de tudo e me sinto mais entediada que pássaro preso em gaiola. Tudo que eu desejo é ficar no meu cantinho até esse dia acabar e torcer para que amanhã eu esteja me sentindo melhor. Ou quem sabe esperar. Sou bagunçada e em alguns dias sou organizada. Sou sensível com diversas situações mas sou grossa quando quero me defender. Sou caos em meio a tanta coisas, sou aquela sensação gostosa de adrenalina que sempre vem quando a montanha russa cai perante a curva. Gosto de puxar assunto com todas as pessoas ao meu redor e gosto também de ficar sozinha. Nesses momentos de solidão gosto de olhar pro nada, assistir um filme pra pensar em outra coisa, refletir até não poder mais, fazer uma retrospectiva dos momentos da minha vida, pensar em tudo e não pensar em nada também. Preciso de momentos sozinha, para chorar por nada, rir de algum vídeo besta, conversar com meu coração e respirar fundo.

 Você pode achar uma loucura, e olha eu devo concordar com você. Eu não sei nem se eu mesma me entendo. E por mais que eu não entenda, e muitas vezes acho que a loucura bateu aqui sei lidar com essas mudanças repentinas e nem acho tão ruim assim. Ninguém é uma coisa só. Todos nós temos nossos momentos, e nesses momentos descobrimos que dentro de nós a maior parte da bagunça predomina. E essa bagunça é bem gostosa de sentir. Não gosto de ser só de um jeito. Gosto de me adaptar as diversas situações. Gosto de saber como me colocar diante dos vários obstáculos. Gosto dessa loucura cansativa. Ah e esqueci de dizer as vontades, os nossos gostos, nossas sensações e algumas outras coisas ao seu redor podem mudar a toda hora mas a sua essência essa sim, ela fica. Sou um trem descarrilhado que consegue ficar nas trilhas algum tempo. Bom, pelo menos por tempo suficiente. 

Série pra Assistir: A desordem que ficou

                                                       

 Série : A Desordem que Ficou

             Título Original: El Desorden que Dejas 

Gênero: Drama, Suspense

Temporadas : 1 (minissérie)

Status: Concluída

Distribuidora: Netflix

Nota: 4 de 5

Eu adoro assistir séries em espanhol. E quem me acompanha por aqui sabe que eu AMO séries de suspense/drama/policial. Eu sou fascinada. Toda vez que tem algo relacionado na Netflix ou em outra plataforma eu já coloco na lista. Mas, antes de tudo vamos falar do enredo dessa minissérie que me deixou envolvida demais e assistindo um episódio atrás do outro. Raquel é uma professora de literatura que aceita o cargo de professora na cidade de seu marido German. Disposta a salvar seu casamento que já passou por maus bocados, Raquel está empolgada para começar as aulas, mas quando chega a escola ela começa a perceber que as coisas não vão ser tão fáceis como ela imagina. A turma de alunos hostis não a aceitam, e após descobrir que ela está substituindo a última professora que supostamente se suicidou, Raquel começa a se envolver nos mistérios da vida da antiga professora. Cercada, e começando a ser ameaçada por alguém Raquel se vê encurralada, mas diposta a descobrir o que estava acontecendo. Mas, quanto mais ela descobre mais ela corre perigos. Será que ela terminaria como a última professora?


Assistir essa série me lembrou muito bem a "Desejo Sombrio" pelo seu desenvolvimento. Essa minissérie é do mesmo criador de "Elite" e cumpre seu papel de suspense/drama. Ela não chega a te assustar, mas chega a um ponto de criar vários pontos de interrogação na sua cabeça. Você sente pela Raquel. Quer descobrir o que aconteceu com a antiga professora. Quer saber o que vai acontecer depois, e assim como as séries do mesmo gênero ela se desenvolve do mesmo jeito, levando o espectador junto com ela, mostrando os fatos relevantes na hora certa com uma dose certa de suspense. Muitos momentos pensamos diversas coisas do que pode estar acontecendo, e ai personagens que parecem ser uma coisa acabam se tornando outra sem que você nem percebesse. A série é muito, muito interessante. Além de tocar em questões muito importantes, como abuso sexual, homossexualidade e outras questões. Eu gostei muito das frases citadas na aula de literatura e do modo como as coisas eram desenvolvidas ali dentro. É uma série muito boa, que tem um final dosado e coerente. Eu, com muita certeza indico essa série. Todo mundo tem segredos que quer esconder, e quando eles vem a tona podem desencadear uma série de consequências. 






Do mesmo criador da série "Elite", A Desordem que Ficou acompanha Raquel (Inma Cuesta), uma jovem professora de literatura que aceita uma vaga como substituta na cidade natal de seu marido. Determinada a salvar seu casamento com Germán (Tamar Novas), ela se muda para esse povoado galego, mas seu entusiasmo com o início das aulas não parece ser compartilhado pelos alunos do instituto Novariz. Logo no primeiro dia, uma mensagem ameaçadora aparece dentro de sua bolsa, dando início a uma espiral de mentiras e mistérios que vai virar sua vida de cabeça para baixo.


Especial Decor #4: Móveis com todo estilo vintage/ retro

 Pense em um ambiente moderno mas com um cara dos anos 60, 70 e 80! Nos dias de hoje isso já é possível .É possível deixar os ambientes da sua casa com jeitinho especial de décadas atrás. O diferencial dos móveis retrô são as cores vibrantes dos móveis, isso valorizara os ambientes da sua casa, deixando seu lar mais alegre. estilo vintage resgata os elementos das décadas de 20 a 60. Geralmente, suas peças são de alto valor por serem originais da época. Na decoração vintage, os objetos, tanto móveis quanto peças do mobiliário, como porcelanas, cristais, luminárias, eletrodomésticos, embalagens etc. são originais da época, podendo ser encontrados ou garimpados em antiquários ou lojas do gênero.Já o estilo retrô significa “para trás”, resumindo, é uma releitura do passado. Uma retrospectiva daquilo que já foi visto. É um produto ou peça lançada atualmente com aparência antiga, uma releitura perfeita de estilo passado com cores avivadas.







Outra dica é procurar em brechós ou lojas específicas de móveis retrô ou clássicos, como a Atelier Clássico. Nelas você encontra peças únicas que irão te ajudar a realmente compor um visual de outras épocas na sua casa. Use a criatividade para mesclar objetos antigos com itens novos também.  E aí, vocês gostam desse estilo?

Eu Assisti: Eu Sou mais Eu

Filme: Eu sou Mais Eu
Duração: 1 hora e 38 minutos
Gênero: Comédia
Lançamento: Janeiro de 2019
Distribuidora: Imagem Filmes
Nota: 2 de 5


Mais uma resenha de filme na área e dessa vez eu falei de um filme nacional. Acredito que eu demorei pra assistir esse filme, porque a ideia em si não tenha me atraído muito. Mas eu vi o filme disponível, estava com tempo e resolvi dar uma chance. O que eu achei junto com um monte de considerações vocês já vão saber. Antes vamos falar do enredo pra vocês me acompanharem né? A cantora pop Camila Mendes é uma fenômeno, músicas nas paradas,álbum super em alta. Só que tem um probleminha, ela é super arrogante. Super convencida. Ela afirma que sempre foi uma estrela, mas nem sempre foi assim. Quando uma fã esquisita invade sua casa e tira uma selfie forçada com ela, a mesma acorda nos anos 2000 quando era adolescente e sofria muito bullying no colégio. Agora, ela precisa entender o que ela precisa fazer ali para poder voltar para sua época.

Mas é bom?

Tchraaaaaaan a resposta é NÃO! Não, gente não é bom. E tipo eu até torci muito pra que fosse. Quando esse filme saiu, a Kéfera fez uma alta propaganda ( obviamente já que o filme é estrelado por ela), mas do jeito que ela falou que tinha vários aprendizados, que emocionava, que isso que aquilo eu esperava algo completamente diferente do que foi apresentado. Primeiro, eu quero aqui falar da atuação da Kéfera. Antes de tudo, não me critiquem realmente é só uma opinião minha. Pra quem acompanha a mesma, todos sabemos que Kéfera esteve sempre voltada pro lado humor, já que no seu canal do Youtube ela começou assim e estourou dessa forma. Porém, não tem muito tempo que a mesma mudou e seu foco passou a ser em outras coisas o que fez todo clima dela mudar também. Eu ainda não consegui identificar se talvez as pessoas associem muito a imagem dela a humor e por isso não consigam visualiza-la quando ela tem que fazer cenas mais sérias ou emocionais. Não sei se ela ainda não encontrou sua área de conforto ou se ela precisa aprender um pouco mais o fato é que atuação da Kefera em filmes que não peguem do lado humor peca muito e deixa muito a desejar. Isso é bem óbvio. Isso não quer dizer que a mesma não seja talentosa, só que tá faltando algo pra ela se encontrar como atriz sabe? Isso ficou muito visível nesse filme e olha que apesar de o roteiro puxar muito pro humor nem isso ele consegue ser tão eficaz. A verdade é que eu achei muitas cenas sofríveis e nada daquilo que ela falou que o filme passava na verdade fez muito efeito. 

 O filme quer te forçar isso mas entrega algo precário e beeem fraco. O Bullying não emociona, dá uma certa pena mas não retrata a vida de quem sofre disso do modo certo. A tal transição capilar não fica notável. A auto afirmação muito menos. Tem intenção de fazer isso? Tem. Mas consegue? Não.  O filme abusa dos clichês, dos erros clássicos e de típicas viagens no tempo. Não tem humor o suficiente pra dar risada, não tem os elementos certos pra emocionar e passar uma mensagem significativa apesar de forçar isso. Não se desenvolve bem. Tinha um ponto interessante de trazer os anos 2000 que foi uma das melhores épocas a tona, sim tinha. Mas não faz isso de modo eficaz. O resultado foi as bilheterias que foram super fracas para o mesmo, e as críticas que não foram nada boas. Ainda acredito que a mesma encontrará seu lugar, pois talento ela tem só acredito que ela precise melhorar sua performance e se encaixar. É um filme sessão da tarde que você não perde nada não assistindo, não se auto afirma, não passa uma mensagem forte como quer porque quer dizer que passa e usa de elementos chamativos pra tocar em assuntos conhecidos e falha. É ruim mesmo. Desculpe, mas esse daqui não deu pra defender. A atuação do carinha lá (Joao Cortes) também não é lá essas coisas. 




Camila Mendes (Kéfera Buchmann) é uma popstar arrogante, que busca o sucesso a todo custo. Prestes a lançar uma nova música, ela é surpreendida em casa pela visita de sua fã número 1 (Estrela Straus), que insiste em tirar uma selfie com ela. O que Camila não esperava era que tal situação a levasse de volta à adolescência, quando sofria bullying de praticamente todos no colégio. Seu único amigo é Cabeça (João Côrtes), que tenta ajudá-la a encontrar seu verdadeiro eu, já que só assim conseguirá voltar à sua realidade.



Resenha de Livro: 13 Reasons Why


Livro: Os 13 Porquês 
Autor: Jay Asher
Ano: 2009
Gênero: Drama, Adolescente
Páginas: 256
Editora: Ática
Nota: 5 de 5
Livro que deu origem a série de mesmo nome da Netflix

Finalmente! Depois de tanto se falar desse livro e desse filme estamos aqui finalmente pra fazer uma resenha desse livro tão comentado. Depois da adaptação pra Netflix houve controvérsias com relação aos assuntos abordados no livro e na série e esse livro se tornou querido e odiado por muitas pessoas. Mas estou aqui pra falar da história em si e não do assunto diretamente que ela aborda ok? Então se você não curte o livro, o assunto ou a série nem precisa ler essa postagem. Demorou muito tempo pra mim adquirir esse livro já que o mesmo sempre estava muito caro e eu nunca conseguia comprar. Até que no dia internacional da mulher consegui o mesmo por metade do preço e ai finalmente vim aqui dizer pra vocês o que achei do livro baseado na série.

Não preciso dizer muita coisa com relação ao enredo porque tenho certeza que a maioria das pessoas devem saber exatamente do que se trata mas vou dar uma resumidiha rápida caso por algum motivo especial você não saiba. Os 13 porques gira em torno de fitas deixadas por uma garota que cometeu suícidio. Hannah Baker cita em cada fita o nome das pessoas que ajudaram ela a tomar decisão de tirar a própria vida. Quando a caixa com as fitas aparece na porta da casa de Clay  ele fica atordoado e quando descobre do que se trata parece não entender porque ele estava na fita. Afinal ele nunca maltratou Hannah. Eles eram amigos. O que raios tinha levado ela a se matar? O que tinha naquelas fitas? Conforme, as fitas são ouvidas fatos vão sendo escancarados e Clay percebe que Hannah sofria muito mais do que ele pensava.

O livro em si não tem muita diferença com relação a adaptação para série. Senti que ele é muito raso com relação ao que foi entregue na adaptação. Aqui, parece que o problema não é tão assim explorado e as coisas são bem diretas, o que não é ruim já que quando se explorada demais determinado tópico o livro acaba ficando chato e cai em questão de desenvolvimento da história. Achei a Hannah mais coerente com suas razões no livro do modo que foi apresentada e o Clay menos bobinho. Algumas pequenas diferenças do livro foram alteradas para série já que no livro a garota não tira a vida cortando os pulsos e sim tomando remédios.  Acredito que a troca foi realmente para impactar e chamar a atenção com relação ao suicídio que precisa muito ser conversado. Apesar de tocar numa ferida acredito que essa história tenha sido necessária para abordar como nunca sabemos o que se passa na vida das pessoas. As pessoas reagem de forma diferentes conforme as coisas vão cotnecendo em suas vidas e muitas não conseguem absorver e superar. Algumas brincadeiras ou palavras que podem não te afetar dependendo da fase que o outro está pode ser altamente destrutiva para outra pessoa. É bizarro pensar que não se pode falar nada, mas temos que tomar cuidado com o que sai de nossa boca. Com o poder que as palavras tem sobre outra pessoa, que muitas vezes nem é identificado no momento que é dito. Acredito que o autor soube conduzir a história de uma forma sucinta, objetiva tocando em um assunto delicado sem se prolongar demais ou dramatizar muito. Apenas sendo coerente com o que ele estava escrevendo isso independente se você concorde com os fatos da história ou não. A verdade é que bem necessário ler essa história mesmo que você não curta tanto. É necessário abrir os olhos e ver o efeito, as dores que uma pessoa enfrenta e a luta que ela trava.  

Eu gostei bastante do que li apesar de ter ficado receosa com relação a muitos tópicos. Era de se esperar que eu exigisse mais profundidade da história mas se tratando dessa acredito que o que foi desenvolvido foi suficiente para a narrativa. Talvez se o autor tivesse seguido a linha da série e explorado mais os pontos o livro não seria tão coerente como é ou ficaria com pontas soltas o que incrivelmente não acontece. Podemos não entender ou aceitar os motivos dados mas não é algo que não faça gancho com o que a história propõe. Os 13 porques é realmente necessário porque vem de uma ideia nova de tratar um assunto que nunca é bem aceito, que raramente pode ser falado e sobre o poder das palavras em transformar a vida das pessoas. Eu recomendo bastante. Até mais do que a série. E ah não deixe que o que foi feito na 2 temporada de 13 reasons why ( que não faz nenhum sentido) estrague o principal assunto e objetivo do livro. 








Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.




Texto: A Mochila Brilhante


Faz alguns dias entrei numa loja e comprei uma mochila brilhante cheia de lantejoulas. Comprei porque quis, porque senti vontade. Não achei que teria problema, afinal era meu gosto. Algumas pessoas me perguntaram como eu tinha coragem de usar aquilo. Outras simplesmente falaram que eu tinha que crescer. Crescer. Outras praticamente me chamaram de criança.Uma simples mochila me fez perceber como a gente se limita por pequenas coisas. Como a gente deixa de fazer certas coisas por conta das pessoas, do que elas vão achar. Passei na vitrine na loja e pensei em não comprar. Pensei em ir pra casa e pensar que talvez eles estivessem certos. Talvez eu devesse mudar. Crescer como me disseram. Mas o que é crescimento pra você? Em qual manual está escrito que crescer e ser maduro ou adulto é não comprar uma mochila brilhante? Sempre fiz o que meu coração me pedia. Porque ele realmente sabe o que me faz feliz sabe? 

E se uma mochila de brilhante me faz porque isso é errado? Comprei a mochila e resolvi fazer meu coração feliz. Resolvi ser eu. Não é essa mochila que me define. Que diz se cresci, pelo que passei na vida ou todo caminho que percorri.As vezes me canso das pessoas, se preocupando com coisas desnecessárias, fazendo comentários que não são úteis e dizendo que são apenas sua opinião. Penso em quantas pessoas deixam de ser elas mesmas, de gostarem do que as fazem felizes pelo que as pessoas tendem a criticar e opinar. Meu coração é assim. Genuíno. Bobo. Alegre. Tenho certeza de que algumas pessoas me acham boba, idiota ou não levam muita fé em mim. Mas eu sempre procurei levar a vida desse jeito, e me dou bem assim sabe? Quebrando a cara, mas conseguindo rebolar diante dos obstáculos que me colocavam a frente. E sabe do que mais? Eu prefiro muito mais assim. Por mais que as vezes eu chegue em casa e pense que deveria mudar meu jeito. Que deveria ser como me dizem. Eu sempre volto a ser eu. Sempre sou verdadeiramente eu.  

Porque eu prefiro viver minha vida feliz, alegre e sorrindo na maior parte do tempo. Ou quando sempre consigo. Porque prefiro ser eu chorando quando tenho vontade e seguindo meu coração pra não me desfazer em pedacinhos. E se isso diz de mim uma menina que ainda não cresceu que continuem pensando assim. Antes ser essa menina boba do que uma pessoa que limita as outras com palavras e acha que está sendo melhor que a outra. É incrível o que uma coisa pequena e simples te faz perceber, te faz refletir. E quem diria que uma mochila brilhante me faria ver que eu prefiro ser assim. Brilhante. Boba. Do meu jeito. Só eu. E minha mochila continua brilhando dentro do meu armário. E enquanto eu estiver seguindo meu coração e deixando-o feliz está tudo certo. Limitação não é comigo. Tenho um monte de sonhos pra realizar. Me dá licença vai? Me deixa passar que vou ali brilhar .

Música: Lucy Deakin


Descobri essa talentosa cantora no Instagram. Sabe aqueles anúncios que passam nos stories? Então, descobri seu trabalho enquanto passava pelo Instagram com a música " Bad in Love" que, aliás, é ótima. Já até conversei com a cantora via direct do Instagram e ela é adorável. A Lucy é uma jovem cantora, que além de cantar também compõe músicas com um som pop e outras influências tendo como inspiração Dua Lipa, Charli XCX e Miley Cyrus. Vocês sabem que eu amo escutar músicos novos e que não sã conhecidos. A Lucy é uma daquelas cantoras que você realmente precisa escuta de verdade. Dá o play aqui embaixo e me diz o que achou depois. 







Especial: 3 Filmes sobre Obsessão

Recentemente, eu assisti 3 filmes muito parecidos entre si em questões de enredo, temática e elementos. Então, resolvi reuni-los em uma única postagem e falar particularmente de cada um deles, incluindo o melhor dos 3 nesta questão em comum que é : OBSESSÃO. Sim, e eu sei que há mais filmes com essa mesma temática que eu poderia citar aqui e que envolvem mesmos elementos, mas como esses foram os mais recentes vamos lá falar deles.


        Primeiro filme: Obsessiva
Título Original: Obsessed
Gênero: Suspense, Drama
Lançamento: Ano de 2009
Duração: 1 hora e 44 minutos
Onde assistir: Netflix
Nota: 2 de 5

Esse filme ficou disponível recentemente no catálogo da Netflix, apesar de o mesmo ser de 2009. O longa entrou para a lista de mais assistidos da plataforma logo depois e com certeza você deve saber o motivo principal: Beyonce. Sim, a cantora está no elenco como uma das personagens principais do enredo e pra quem não sabe esse não foi o primeiro filme que a mesma atuou. Além dela também temos Ali Larter ( que pra mim é conhecida por ter feito a série Heroes). Vou fazer um pouco diferente aqui, já vou resumir o enredo pra vocês e falar minhas considerações logo de cara. É a típica história do casal feliz que tem altos planos para o futuro, até que surge uma mulher misteriosa que acaba demonstrando interesse demasiado no cara que é comprometido. Logo, ela começa a cerca-lo, fazer joguinhos e ter atitudes estranhamente compulsivas e obsessivas colocando as ações do cara em prova e fazendo com que as pessoas duvidem do caráter da mesma. É basicamente isso que temos aqui. Um cara que conheceu a esposa no trabalho, teve um filho. Surge uma mulher que se agarra a um fio de esperança dado pelo cara que nem existia, mas que ela cisma que existe. E ai todo o enredo começa a desenrolar a partir disso. Ela parece incoerente, obsessiva, compulsiva e principalmente vidrada no suposto romance que o cara tem com ela. E ai ela tenta destruir a vida dele. Confesso que esse filme me entediou bastante. É um filme cheio de clichês, cenas previsíveis e uma história que nada instiga mesmo com a personagem obcecada aparecendo a todo momento. 

Não tem um ponto alto, uma questão real ou palpável. Parece só um delírio ou uma fantasia. Não vou falar muito da atuação da Beyonce, que pra mim foi bem normal. Quanto a atuação da Ali, eu curti bastante ela nesse papel mais doido e ela entregou o que foi pedido. Só que para um filme de suspense, que mistura obsessão e maluquices, esse aqui não convence nenhum pouco. Se perde no desenvolvimento, abusa de momentos batidos e torna a história mais uma diante de tantas outras com a mesma temática. Pareceu mesmo um filme de Sessão de Tarde e em certos momentos eu perdi a paciência com o roteiro. Não me entretive e não me agradou como esperava. Bem morno.

Derek (Idris Elba) trabalha como vice-presidente de uma conceituada empresa, é casado com Sharon (Beyoncé Knowles), com quem tem um filho, e acaba se mudar para uma casa confortável. Um dia, ao chegar no trabalho, ele conhece no elevador Lisa (Ali Larter), uma funcionária temporária. Eles trocam gentilezas e há um nítido interesse de Derek por ela. Lisa percebe e passa a se informar sobre a vida de Derek. Ela aproveita a festa de Natal da empresa para incentivá-lo a beber e então agarrá-lo. Entretanto, Derek se recusa a ter algo com ela e se afasta. Sem aceitar a situação, Lisa passa a persegui-lo cada vez mais.



Segundo Filme: Paixão Obsessiva


Filme: Paixão Obsessiva

Título Original: Unforgetable

Lançamento: Abril de 2017

Duração: 1 hora e 40 minutos

Gênero: Suspense

Onde Assistir: Netflix

Nota: 2,5 de 5


Mais um filme que abusou e muito do clichê e da temática obsessão, pra no final entregar algo bem previsível. Porém, em questões de enredo e desenvolvimento esse filme ainda supera o de Beyonce porque tem elementos a mais que o tornam mais perigoso nessa questão. Eu gosto muito da Katherine Heigl, creio que a mesma é uma ótima atriz e neste filme ela entrega o que exatamente a personagem precisa.  No enredo, Julia é uma jornalista que decide largar o emprego e se mudar para acompanhar o noivo. Lá ela descobre que terá que lidar com novos obstáculos, uma enteada, filha do casamento anterior do seu noivo, e também a própria ex-esposa que parece super perfeita aos olhos dela.  Tessa não aceita bem a nova futura esposa de David, então decide usar de seus meios para que ela pareça uma má escolha para ele e que o mesmo acabe percebendo que ela é uma melhor opção para ele e para sua filha. Usando de fatos do passado de Julia, e disposta a tudo para acabar com esse relacionamento, Tessa não mede esforços para que Julia pareça descontrolada e ela acabe saindo por cima. Julia precisa então, jogar o jogo de Tessa se quiser continuar nesse relacionamento e acaba percebendo que Tessa é muito mais do que a mãe perfeita. 


Esse filme até me interessou um pouquinho no começo e eu estava com boas expectativas, mas conforme as cenas foram avançando era impossível não notar que o enredo ia usar de elementos batidos e clichês para construir mais uma história de obsessão. A típica mulher rejeitada que não aceita o fim do relacionamento e quer a qualquer custo tirar a outra mulher da vida deles. Aqui, vemos com distinção que a personagem Tessa tem sérios distúrbios psicológicos causados pela mãe. E a mesma, acaba refletindo isso em sua filha. Conforme ela vai armando seus jogos para derrubar o relacionamento do seu ex, o longa parece que vai ter seu ponto alto, mas isso também não acontece. É mais do mesmo. Um monte de joguinho bobo, em que ela finge estar somente preocupada e faça parecer que a outra está louca e cismada com ela. É isso que resume esse filme. Há uma pequena faísca de risco, mas ela não é instigada o suficiente para que causa o fogo necessário para a trama. É só mais uma personagem com distúrbios obcecada por um cara que nem quer saber mais dela. É isso. Nada demais.


Quando o casamento entre David (Geoff Stults) e Tessa (Katherine Heigl) termina, ele fica com a casa e com a guarda da filha pequena. Tessa, furiosa com a situação, descobre que ele já está envolvido com uma nova mulher, Julia (Rosario Dawson), uma vítima de abuso por parte do ex-marido. Enquanto Julia se adapta à vida de madrasta, Tessa bola um plano para sabotar a nova namorada de David e retomar o relacionamento.





Terceiro Filme: Paixão Obsessiva ( Orlando Bloom)


Título: Paixão Obsessiva
Original: The Good Doctor
Lançamento: Ano de 2012
Duração: 1 hora e 25 minutos
Gênero: Suspense, Drama
Onde assistir: Prime Video
Nota: 2,5 de 5

Esse filme apesar de ter o mesmo título no Brasil do segundo, deu pra percebe que no título original não tem nada a ver com o que foi traduzido. Mas, trata de um assunto em comum com os filmes que mencionamos aqui: Obsessão. Esse pra mim, dos 3, é o melhor filme considerando os elementos apresentados apesar de este filme também não ser lá essas coisas. Dr Martin Blake, é um médico residente focado em sua carreira que pretende crescer em sua profissão e criar respeito no seu ambiente de trabalho. Quando ele acaba deparando em seu hospital com uma jovem paciente com um caso de infecção renal, ele acaba se envolvendo com ela de uma forma além do profissional em sua mente e que mexe com seu ego. Determinado, a ter mais tempo com a garota, o médico sabota o tratamento da menina para que ela volte ao hospital e passe mais tempo com ele. Só que ele acaba perdendo o controle de tudo e as coisas tomam outro tipo de proporção.

O Orlando Bloom está tão novinho nesse filme que ele chega a ser fofo. Dá vontade de abraça-lo nesse papel de médico que tenta se encaixar no ambiente de trabalho. Mas, neste enredo apesar da premissa ser igual a todas as outras, o personagem acaba se deixando levar pelo seu ego e colocando sua profissão em risco para manter uma garota ao seu lado sem nem ao menos saber no aquilo daria. Fiquei o tempo todo me perguntando se tratou de impulsividade, ego ou apenas um desejo árduo de te-la para ele? O fato é que o jovem médico fica obcecado, burlando regras, alterando medicações e crente de que a garota corresponde os sinais que ele dá. O filme é de certo modo interessante, e o enredo corre de forma morna, mas aceitável. Mas, o que realmente estraga esse filme é o final. Chega a ser ridículo. Quando o filme acabou, eu perguntei " sério que é isso mesmo?". E pronto. Tá ai. Estragado completamente. O cara acaba matando a menina, sai ileso disso e fica por isso mesmo como se nada tivesse acontecido e como se fosse algo extremamente normal. É morno. É sem graça, apesar de não abusar dos clichês totalmente esteriotipados, o longa perde o ritmo e as motivações. É isso.



Dr. Martin Blake (Orlando Bloom), um médico que passou sua carreira buscando por respeito, encontra uma paciente (Riley Keough) com infecção renal que mexe com o seu ego. Quando a saúde da jovem começa a melhorar, Blake resolve alterar o tratamento para mantê-la doente ao seu lado.






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