Resenha de Livro: Virando o Jogo

Livro: Virando o Jogo
Autora: J. Sterling
Ano: 2014
Páginas: 280
Editora: Faro Editorial
Nota: 3,5 de 5

Virando o Jogo é o segundo livro de uma trilogia escrita pela autora J.Sterling. O livro é a continuação de "O Jogo Perfeito" então se você não leu o primeiro livro e não sabe do que se trata pode passar os olhos por essa resenha. Partindo da premissa de onde terminou o primeiro livro, a história se foca primeiramente no tempo em que ambos estiveram separados, já que depois da volta de Jack ele começa a narrar para Cassie o que aconteceu nos meses em que eles não estiveram juntos. Conforme os acontecimentos vão sendo revelados, os dois acabam percebendo que vão precisar de muito mais confiança do que esperavam para que o relacionamento perdure. Do outro lado temos mais obstáculos já que a fama de Jack e a constante pressão e assédio da imprensa acabam afetando a vida de Cassie que se sente sufocada e confusa em ter uma boa parte de suas ações publicadas na imprensa com suposições que nem eram verdadeiras. Agora, ela precisará decidir o que é melhor para sua vida, se pode lidar com aquilo e principalmente se o que sente por Jack é suficiente para os dois continuarem juntos.

Eu gostei muito do primeiro livro e particularmente até que gostei do casal Jack e Cassie. Algumas coisas me irritaram em ambos, mas nada que fosse tão relevante ou fizesse uma diferença maior na minha opinião final sobre o livro. Na maior parte do tempo temos um flashback narrado por Jack em que ele conta o que aconteceu quando esteve separado de Cassie e tentava acertar sua vida. Apesar de ter gostado da história muitas vezes senti como se a autora quisesse dosar muito mais do que devia elementos de romance e sexo com intuito de confirmar o sentimento e o relacionamento entre os dois. E isso fica tão evidente que as vezes os motivos pelos quais os dois brigam e depois tentam fazer as pazes soa um pouco bobo. Não sei o que há com a Cassie, mas acho que pra mim seria bem difícil perdoar um cara que me traiu, supostamente engravidou a menina e ainda por cima casou com ela. Eu ficaria o tempo todo desconfiada e acredito que ele não teria o direito de falar qualquer coisa dela.


  Em um momento do livro, Jack fica bravo com Cassie por ela questionar sua fidelidade e achei bem idiota da parte dele. Ela tinha todo o direito de se sentir assim pelo tempo que fosse. Muitas vezes pensei " O Jack é meio idiota e convencido", mas ai eu mudava de opinião quando via alguma cena fofa dele com ela. O excesso de "cuidados" de Jack com Cassie também é exagerado. O fato de ele querer estar com ela o tempo todo e ficar se culpando por não estar todos os momentos é bem irritante em certos pontos. Entendo que este livro foi um complemento para o primeiro, mas acredito que a autora poderia ter explorado de uma forma mais profunda os elementos inseridos dentro da mesma e transformado isso em algo mais tocável. Porém, muitas coisas soaram superficiais e passaram sem qualquer atenção grande durante o desenvolvimento do enredo. Virando o Jogo é um livro interessante que poderia ter encerrado a história dos dois. Se você leu o livor anterior, esse livro é uma leitura obrigatória.







Ela o queria de volta. Mas como saber se não está lutando contra o destino? 
Jack e Cassie rapidamente percebem que a nova vida dele como astro do time muitas vezes pode ser cruel. A felicidade do casal novamente é posta à prova, e os erros do passado parecem retornar com mais força. Depois de um ano tumultuado, Jack e Cassie finalmente estão onde sempre quiseram estar: juntos!Mas permanecer ao lado de Jack não é fácil para uma garota. Ele sabe que é sua última chance de provar seu amor para Cassie e quer fazer tudo dar certo. Mas como transmitir uma segurança capaz de deixá-la tranquila diante de tanto assédio? Cassie deve aprender a navegar nas águas deste novo mundo, em que os olhos de todos estão voltados para Jack. É um estilo de vida que a faz questionar sua felicidade, e sua própria sanidade, e se perguntar continuamente: "Como acreditar que podem ficar juntos quando tudo parece querer separá-los?"




Série assistida: As Perfeccionistas



Série: The Perfectionists ( As Perfeccionistas)
Gênero: Suspense, Drama
Lançamento: Final de 2019
Temporadas: 1
Status: Cancelada
Canal: Freeform
Nota: 1,5 de 5

Neste exato momento acabei de assistir The Perfeccionists e estou revoltada. Na verdade, com raiva. Estragaram um livro muito bom e saiu isso. Uma temporada com 10 episódios que não chegou nem perto de fazer sucesso como PLL apesar de forçar o tempo todo a semelhança com a mesma. Antes de entrar no assunto, vou comparar muita coisa do livro com a série já que estamos falando disso. Então, haverá muitos spoilers. Antes de tudo, a sinopse. Beacon Heights é a tal cidade perfeita. Onde a vida todos parece perfeita e bem, na vida nada é perfeito. Mesmo que pareça. Alisson se muda para tentar um recomeço e fugir do seu passado como professora substituta de literatura. Ela acaba descobrindo que Mona também está lá, coincidentemente trabalhando na mesma universidade. Quando Nolan, o garoto mais popular e odiado é assassinado os jovens Caitlyn, Dylan e Ava acabam se envolvendo e se tornando suspeitos. Dispostos a descobrir quem matou Nolan a fim de manter seus segredos intactos, eles conduzem uma investigação com a ajuda de Alisson e Mona. Conforme vão avançando, acabam descobrindo que as coisas podem ser muito mais complicadas.

Eu não sei nem por onde começar a falar dessa série. Creio que o mais me deixou brava é com certeza o forçamento de barra. Ao que me parece estavam a todo custo tentar fazer com que essa série lembrasse PLL e pegasse carona no sucesso que a mesma fez. E isso ficou evidente nos personagens, nas cenas e no modo que a série toda foi conduzida. Não tem uma identidade própria apesar de ter usado da história de outro livro da mesma autora de PLL. 
O erro começa no título da série. The Perfeccionists é referida como um spin off de PLL, mas a real é que a história NÃO TEM NADA A VER com PLL. No livro no qual a história é baseada, a história é completamente diferente. Não tem referências a PLL.  E talvez tenha sido esse forçamento de barra que tenha prejudicado a série. Depois disso, temos a abertura da série que é uma versão remasterizada de PLL UTILIZANDO a MESMA MÚSICA. Sério? WHAT? Não tinham mais nenhuma música pra usar.

 Aqui fica ainda mais evidente o quanto queriam que PLL fosse lembrada usando artifícios da mesma para conquistar o público que assistia a série. Seguindo temos a insanidade de em vez de focar nos personagens do livro, que são bons e oferecer uma nova história com segredos e mentiras, os produtores e roteiristas resolvem mudar tudo e colocar personagens de PLL na história. Alisson e Mona se envolvem com os três jovens. Alisson como se fosse um tipo de defensora deles, mas parecendo deslocada o tempo todo dentro da série. Não dá nem pra entender porque ela está ali e porque está envolvida naquilo tudo sabe? Mona? Continua sendo a Mona doida de sempre e também foi inserida ali sem motivo algum. Não tem uma lógica para eles ajudarem Ava, Caitlyn e Dylan. A menção a PLL é tão grande que em um dos episódios, Mona recebe um recado em bolinhos ao estilo A. Ai, eu fiquei com raiva mesmo. A temporada tem apenas 10 episódios e foi cancelada pra segunda com consciência porque a série é péssima do começo ao fim. Querem seguir a mesma fórmula sem dar os mesmos nomes para alegarem que é uma história diferente, mas falham. Falham nos mistérios, nos suspenses e nas cenas acreditáveis. Em PLL tinham alguns absurdos, mas a gente relevava porque era uma série boa com altos e baixos. Mas, essa não tem como defender. 

As atuações de Caitlyn, Dylan e Ava e seus respectivos atores foram mornas mas ofuscadas completamente pra desviar o foco pra Alisson e Mona que não tem nada a ver com essa história. Tendo uma oportunidade de contar uma nova história, resolvem fazer isso. No livro, temos 5 jovens que se envolvem na morte de Nolan com segredos que o jovem o ameaçava. Parker, Caitlin, Ava, Mackenzie e Julie. Meninas que mal se falavam mas que se uniram após a morte de Nolan e parecerem culpadas. A diferença aqui é que tiraram 3 personagens substituiram pelo Dylan que é gay, pela Alisson e pela Mona. Os personagens do livro tinham uma característica e eram muito interessantes. Na certa, dariam um bom enredo para o seriado. Quem leu o livro e gosta das histórias da Sara Shepard certamente não ficou feliz com essa adaptação. Essa não é a primeira vez que tentam adaptar outra série da Sara Shepard pra seriado. Fizeram isso com "The Lying Game" que rendeu 2 temporadas, mas acabou sendo cancelada apesar da ótima condução, mas não tendo a produção que merecia. É decepcionante de várias formas, como a série termina no último episódio e como as coisas são extremamente copiadas de PLL sem nem ao menos dar uma chance a história original do livro. Uma pena mesmo. Foi uma boa terem cancelado, com certeza não iria pra frente. Precisava falar.







 Todos sonham em fazer parte da Beacon Heights, cidade onde dinheiro não é problema e as pessoas levam vidas perfeitas. Na verdade, aparentemente perfeitas, porque na tentativa de atingir o alto padrão dessa sociedade o primeiro assassinato da região é cometido, iniciando uma era repleta de segredos e mentiras. 


Filme: Fica Comigo

Filme: Fica Comigo?
Título Original: You Get Me
Gênero: Suspense, Drama
Duração: 1 hora e 29 minutos
Lançamento: Junho de 2017
Distribuidor: Netflix
Nota: 2,5 de 5

Estava um dia desses navegando na Netflix e me deparei com este filme e me interessei bastante. Apesar de ter uma premissa parecida com a de filmes já lançados, resolvi dar uma chance para este devido a um motivo com nome: Bella Thorne. Eu gosto do trabalho dela no geral, mas infelizmente não é todo filme que ela participa que é bom. O filme começa mostando um casal super apaixonado que acaba discutindo feio em uma festa e está a beira do término do seu relacionamento. O tal rapaz chamado Tyler nessa mesma festa acaba conhecendo Holly (Bella Thorne) uma garota que parece bacana e simpática. Eles acabam saindo de lá juntos e indo pra suposta casa da garota. Deixando-se levar pelo momento eles acabam transando. No outro dia, Holly quer dar continuidade ao recém envolvimento mas Tyler quer esquecer tudo e acredita que aquilo foi um erro. Quando a namorada de Tyler vem se desculpar e o namoro continua, tudo que Tyler quer é esquecer que se envolveu com Holly, mas esse lance está longe de terminar. Quando a garota aparece na mesma escola que ele e acaba se tornando amiga de sua namorada Tyler se vê encurralado, já que a mesma parece não querer superar e acaba mostrando atitudes estranhas e obssessivas com relação a ele. Com medo do que pode acontecer Tyler tenta se livrar de Holly mas ela parece não medir esforços para ficar com ele, mesmo se isso significar machucar as pessoas ao redor dele para conseguir o que quer.

Esse filme é aquele típico longa de suspense em que há um casal apaixonado, um deles acaba se envolvendo rapidamente com outra pessoa e a outra fica obcecada tentando destruir a vida do outro. Tenho certeza de que você já ouviu falar ou viu algum longa familiar. Acontece que Fica Comigo? é ENTUPIDO de clichês. A história é batida e não tem nada no filme que inove ou crie a sensação de suspense que o mesmo se propõe em seu gênero. A atuação da Bella Thorne é boa, mas não o suficiente para levar um filme inteiro nas costas cheio de situações prevísiveis e nada interessantes. A loucura da personagem não é justificada nem explorada, as ações não são tão plausíveis da mesma o que deixa tudo com um enorme furo e você pensando " han?". Pecaram muito na exploração dos pontos da história e com isso ficou faltando a parte do suspense. Mesmo com uma história tão batida, se a produção do filme tivesse se mostrado mais interessada poderiam explorar melhor o passado da personagem e  não somente a beirada, não deixando furos no roteiro e um filme morno que não entrega quase nada de interessante. É um filme até que bom para se passar o tempo, mas não vá com altas expectativas porque afinal você com certeza já viu o que é apresentado ali e isso não é o principal se tivessem preocupado em entregar um filme em que alguma cena realmente causa suspense ou tensão e pudesse justificar pelo menos um pouquinho o que era a proposta inicial do filme. É uma pena. Não é um filme péssimo, mas é aquilo, também não é bom. Só contar com a Bella Thorne não dá. Ela até convence, mas não se faz um filme só de um ator.



A bela e jovem Holly (Bella Thorne) está completamente obcecada: depois de uma transa intensa com Tyler (Taylor John Smith), ela decide iniciar uma jornada árdua para conseguir ficar com ele a qualquer custo. O primeiro passo foi se matricular na mesma escola dele, para ficar atenta a todos os seus passos. O que deveria ser apenas mais uma paixão adolescente começará a passar de todos os limites.



Resenha de Livro: Neve Negra

Livro: Neve Negra
Autor: Santiago Nazarian
Ano: 2017
Páginas: 248
Editora: Companhia das Letras
Nota: 3,5 de 5


Neve Negra é um livro que me deixou com um completo nó na cabeça. Acabei o livro ainda tentando entender o que estava acontecendo. Mas antes de falarmos sobre o livro em si, como é de costume vamos falar do enredo não é mesmo? Bruno Schwarz é um artista plástico renomado que vende seu trabalho de forma constante com viagens quase todo tempo. Sua mulher e seu filho pequeno de 7 anos vivem sozinhos em uma cidade fictícia extremamente fria a qual ele retorna de uma viagem em uma noite. O que ele pensa ser uma noite tranquila se tornará algo cada vez mais estranho que remete a perguntas sobre seu filho, sua mulher e a sua vida em geral. Afinal, o que estaria acontecendo ali?

Esse livro é perturbador. Simplesmente é. Em nenhum aspecto você consegue ler o livro e pensar " não senti nada". Já disse em alguns filmes que assisti e resenhei por aqui, mas quando a leitura começa você pensa que o autor vai conduzir a história por um caminho mas acaba indo para outro completamente diferente. Da metade pro final você ainda não está entendendo o que acontece mas quer continuar justamente pra tetar entender o que há, o que vai acontecer. A narrativa do autor te deixa confusa, com expressões estranhas no rosto e se perguntando o tempo todo sobre o que está havendo na história. A narrativa é estranha, bizarra e os acontecimentos seguintes só te fazem querer ainda mais um esclarecimento. Mas o autor segura isso até o último momento e só fornece uma explicação bem pro final. E é aquele tipo de explicação que você ainda não compreende, você termina o livro simplesmente com a sensação de que falta algo ali na narrativa. A atmosfera do livro e o jeito de conduzir a história me lembrou os filmes "Mãe!" e " Corra!". 

Ambos tem toda essa mesma atmosfera, com um ritmo intenso que causa uma estranheza grande já que o autor vai fornecendo apenas algumas pinceladas e trabalhando muito bem os pontos que necessitam de mais atenção construindo uma sensação bizarra de thriller psicológico. Você não sabe se o personagem está enlouquecendo, se está tendo alucinações, se está sendo perturbado por algo. Em uma das páginas as coisas começam a correr de um modo, você passou pra página seguinte as coisas já mudaram. Você se pergunta mais uma vez " o que está acontecendo?" e não consegue responder essa pergunta. A narrativa é fácil de ser lida, é intensa e sob a perspectiva de um artista plástico que não dá nenhum valor pra família, duvido o tempo todo do filho e da paternidade do mesmo, se pergunta sobre a esposa e sobre as pessoas ao redor e vai enlouquecendo aos poucos com essa confusão. É um clima tenso e muito agoniante já que o autor faz com que você queria desesperadamente entender o que está acontecendo com o personagem, sua família e as coisas ao redor. 

A narrativa se alterna também com flashbacks onde é mostrado momentos do mesmo com a família, seus pensamentos profundos e já bem incomuns e estranhos com a arte. O livro é uma loucura. Não condiz com a lógica, segue um rumo desgovernado, abusa da estranheza e do clima tenso nos entregando uma história muito diferente e interessante de ser apreciada. Uma história que cutuca, incomoda, confunde, dá a sensação estranha enquanto está lendo e que te deixa sem saber do que exatamente se tratou mesmo no final. Recomendo pra quem curte livros diferentes, com uma pegada de thriller psicológico, suspense e um pouco de loucura. Ah, vale lembrar que o autor é nacional, bem talentoso e com uma proeza enorme.





Na noite mais fria do ano, na cidade mais fria do Brasil, um pai de família volta para casa. Pintor de sucesso, passa boa parte de seu tempo em feiras e exposições no exterior. E na sua cidade natal, na Serra Catarinense, se depara com o inesperado.Enquanto a neve cai lá fora, sua família dorme. Mas quando seu filho de sete anos desperta é que começa um pesadelo que acabará com o aconchego do lar. Neste habilidoso misto de terror psicológico e drama familiar, o leitor se depara com paranoias e dúvidas ancestrais da paternidade. É também um raro registro da neve no Brasil, num romance no qual questões existenciais se mesclam com o humor negro de que só Nazarian é capaz.



Texto: Do fundo do meu ser

Já nem me lembro de algum momento que eu não tenha me sentido assim. É como se essa confusão fosse eterna e não parasse nunca. Me prendo aos fiapos de esperança e as palavras que me dizem pra acreditar que tudo vai passar. Tudo vai mudar. Mas conforme o tempo passa eu fica ainda mais apavorada, desesperada e morrendo de medo. Pisco os olhos e um mês se foi. Pisco de novo e estamos acabando mais um ano. E quanto a essa vontade dentro de mim de fazer tantas coisas que eu não fiz ainda? E quanto a esse medo grande que me consome por inteiro e me faz duvidar se eu vou conseguir realizar metade dessas coisas? Não é nada fácil. 

A vida já não é um mundo cor de rosa e quando se tem tantas neuras dentro da cabeça você se torna sua pior versão de si mesma. Sorrindo só porque te disseram que é assim que você continua. É assim que a vida é. Um tipo de labirinto em que por mais que você corra, você simplesmente não consegue achar uma saída. Parece que não há uma saída. Então, algum obstáculo te pega e te arrasta pro chão. Você se machuca, solta algumas lágrimas e cura as feridas. Continua andando, correndo, acreditando. É assim que eu me sinto. Correndo em um labirinto desesperada por uma saída. 


Seguro o choro porque me disseram também que chorar não leva a lugar nenhum, que é preciso agir. Mas como agir e mudar as coisas quando tudo que você almeja dá errado? Simplesmente são coisas que estão fora das minhas mãos, coisas as quais eu nem posso controlar. Só me resta divagar sobre esses sentimentos e emaranhados de confusões em forma de palavras. Só me resta confessar para espaço em branco que eu não estou realmente bem. Eu repito incansavelmente que tudo vai melhorar, mas nem sei se acredito nessas palavras. E você pode pensar o que quiser sobre isso sabe? 

Minha sanidade depende desses momentos em que posso falar abertamente sobre coisas que talvez ninguém entenderia. Meu espírito precisa desse alívio mesmo que temporário. A verdade é que eu estou extremamente cansada. De esperar. De tentar. De cair tantas e tantas vezes, de cuidar de machucados, me decepcionar com pessoas, de ter o coração partido, de chorar sozinha e de sentir esse buraco no peito. Eu quero mais, eu quero muito mais do que isso. Eu quero o inteiro, quero a sensação de completo dentro de mim. Quero sorrir em paz, quero poder dizer pela primeira vez em muito tempo que as coisas estão bem e que tudo melhorou. Quero que o tempo pare de passar tão rápido. Quero que as coisas comecem a acontecer pra mim. 

Serie pra assistir: No Good Nick Netflix


Seriado: No Good Nick
Lançamento: Agosto de 2019
Status: Cancelada
Gênero: Comédia
Temporadas: 2
Canal: Original Netflix
Nota: 2,5 de 5


Assistir essa série me lembrou muito do clima de assistir " Team Kaylie" que inclusive eu já até resenhei aqui no blog (só não sei se sairá antes dessa postagem). É óbvio que séries como essa e Team Kaylie querem demonstrar algo. A Netflix quer atingir um público específico como a Disney fazia com muitos seriados estrelados por várias estrelas, para isso estão utilizando do mesmo formato dentro da plataforma. Mas antes de fazer uma análise mais aprofundada disso, vamos falar da série em si.  Uma menina aparece na porta da família dos Thompson alegando ser da família e órfã. Tudo parece bem convincente e como alguma relutância, a família aceita a menina. Mas logo no início, descobrimos que Nick é uma golpista que foi colocada intencionalmente naquela família para obter vingança com relação a seu pai que está preso. Mas o que os Thompsons fizeram a ela e o pai? Qual o grande segredo de Nick? Ela conseguirá manter seu papel e obter sua vingança antes que eles descubram a verdade?

A série tem uma ideia inicial para ser um bom tipo de diversão para seu público-alvo mas fica atrás com relação a Team Kaylie. A premissa interessante da mentira de Nick é mal aproveitada deixando a série superficial demais. As atuações são medianas e em alguns personagens bem forçadas a uma comédia bobinha que não arranca risadas nem de quem é público alvo dessa série. O ponto alto é conseguir mesclar um pouco do drama com o suspense do segredo de Nick, fazendo ela repensar em seu plano diversas vezes já que começa a ter uma outra visão dos Thompsons e se apegando a alguns deles. As cenas de comédia podiam fluir naturalmente se não forçassem tanto para que parecesse engraçada e isso foi um dos grandes problemas de Good Nick. É uma série com mesmo formato de séries sitcoms da Disney mas que ainda não chega perto do que a Disney fez com suas próprias criações. Mas não vou dizer que se a Netflix achar a história certa, um sitcom desse acabe estourando. Estão quase lá.




Liz (Melissa Joan Hart) e Ed (Sean Astin) são um casal e pais de dois filhos (Kalama Epstein e Lauren Lindsey Donzis). Quando Nick (Siena Agudong), uma jovem trapaceira, é acolhida por eles, a dinâmica da família muda completamente



Resenha de livro: Maju da Maju Trindade


Livro: Maju
Autora: Maju Trindade
Ano: 2016
Páginas: 168
Editora: Paralela
Nota: 2 de 5

Quem já viu outras resenhas minhas sabe que eu não tenho preconceito nenhum com livros de Youtubers diferente de outras pessoas. Já li os livros da Kéfera, da Taciele, da Jout Jout e por ai vai o que me interessa mesmo é o conteúdo e olha esse daqui não rolou pra mim. Antes de falar do livro em si, vamos deixar claro que eu não conheço a Maju, não conheço seu trabalho e não acompanho. Mas mesmo assim deixei de lado todas as minhas concepções pra ler esse livro e não me identifiquei. Isso é coisa minha. Pessoal. Pode ser que não aconteça com você então por mais que a nota do livro seja baixa não quer dizer que o mesmo seja péssimo apenas não rolou identificação e quando não rola fica difícil você dar uma avaliação legal pro mesmo. Não tem muito o que falar da sinopse desse livro já que não se trata de uma história e sim de assuntos aleatórios que a mesma fala e discorre no livro.
A Youtuber fala de sua fase criança, de começo da carreira de modelo, de assuntos aleatórios, como cantores, gostos musicais, seu cabelo, a perda do bv e o auto conhecimento. É aquela coisa de : esse livro só vai te agradar se 1) você curtir o trabalho da Maju 2) se você for fã do trabalho dela 3) se você for da idade do público alvo.Há livros que mesmo não sendo pra mim como público, eu consigo reconhecer que o livro é bom, mas só não é pra mim. 

Nesse livro foi diferente. Eu simplesmente não consegui gostar de NADA. E ai que pena falar isso tão diretamente pra vocês. Talvez seja porque eu não me identifico com a Maju e sendo assim não me identifiquei com as coisas que ela falou no livro. Uma coisa que me irritou muito e eu já tinha falado na resenha do livro da Sophia Abrahão é o EXCESSO DE FOTOS. Meu deus! Quanta foto! Eu fiquei irritada. Afinal, se tratava de um livro ou de um fotobook? Se tirassemos as paginas com fotos desse livro de 168 páginas não sobrariam nem ao menos 100 páginas escritas e isso deixa uma questão no ar. Se fosse uma pessoa não conhecida o livro seria publicado? Obviamente que não. A sensação que se tem quando lê esse livro é que a editora virou pra Maju "vamos fazer um livro você pode pega alguns tópicos pessoais e diversos escreve algumas coisas pra dar umas 50 páginas ai (chutando alto) e o resto enchemos de fotos"Ah que preguiça. Eu não consigo deixar de pensar que há escritores com histórias boas que não são publicadas e nem reconhecidas e mereciam uma oportunidade sabe? Ao mesmo tempo em que eu não posso julgar a Maju por ter lançado esse livro, afinal foi uma oportunidade que surgiu não é mesmo? Enfim, pra finalizar queria dizer que esse livro é para quem é jovem, se identifica com o jeito da Maju, é fã dela ou de seu trabalho fora isso o livro não é pra você. Você provavelmente não vai curtir ou vai se irritar como eu que quer um livro ler e vê tanta foto que acaba ficando irritada. Mas desejo muito sucesso pra Maju e se ela lançar um livro de ficção algum dia, até posso tentar ler e minha opinião mude mas fora isso esse livro não rendeu pra mim














Maju” Trindade é uma garota simples, mas cheia de personalidade e atitude. Ela impressiona pelo visual, que mistura piercing no nariz com combinações de roupa tiradas de sua cabeça, assim como pelo jeito espontâneo com que fala tanto da vida no interior quanto de Justin Bieber. No seu primeiro livro, “Maju”, fica claro porque essa menina de 18 anos virou a namoradinha da internet brasileira. Com milhões de seguidores no Twitter, no Instagram e no YouTube, ela fala da sua infância, do seu trabalho, das viagens marcantes que fez e dos seus sonhos. 







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