Eu Assisti: Fala Sério, Mãe!


Filme: Fala Sério, Mãe!
Lançamento: Dezembro de 2017
Duração: 1 hora e 19 minutos
Gênero:  Comédia, Adolescente
Nota: 4 de 5
Obs: Baseado no livro de mesmo nome da autora Thalita Rebouças

Esse é um daqueles filmes que eu quis assistir e acabei não indo pro cinema. Devido a algumas coisas na minha vida e a falta de tempo acabei não conseguindo ver esse longa quando estava em cartaz, por isso a demora na resenha do mesmo. Fala Sério, Mãe! foi um dos primeiros livros da minha vida e eu amava. Eu me identificava bastante na época da adolescência além de admirar pra caramba a Thalita Rebouças. Quando soube que o livro ia virar filme fiquei super feliz, mas também um pouco em dúvida de como adaptariam a obra pro cinema. Quem já leu o livro, sabe que o mesmo não se trata de uma história direta com começo, meio e fim. A narrativa do livro é dividida em idades da personagem que narra momentos divertidos, micos e de amor com sua mãe. Por isso mesmo fiquei com medo de fazerem algo que não tinha nada a ver e estragarem a essência do livro que é leve e divertida. Mas a verdade é que o filme me surpreendeu em aspectos que eu nem esperava. Vou confessar que eu não estava com grandes expectativas mesmo depois do trailer porque achei que focariam na Larissa Manoela como filha, mas a atmosfera foi outra e eu fiquei mega feliz por isso. Não vou falar da sinopse porque a história é bem simples. 

Trata-se da relação mãe -filha durante a vida, o crescimento e os sentimentos que isso envolve pra ambos os lados. Eu ri e me emocionei com esse filme e acho que a grande essência do longa foi a Ingrid Guimarães. Ela foi a alma do filme. Ela é extremamente talentosa e engraçada e combintou tanto, mas tanto com o papel que chega a ser incrível. O ponto alto do filme é com ela. A Larissa Manoela acaba sendo secundária com ela ali na tela. A química entre as duas foi muito boa também, mas eu amei as atrizes  mirins que deram vida a Malu quando eram menores. Ficou fofo, engraçado, comovente e  muito leve. A história transcorre de uma forma muito inteligente e aborda tópicos interessantes que vão além do livro, que tem como foco mais a parte engraçada da relação mãe-filha. Apesar de a comédia aqui ser bem forte, o filme também nos apresenta o trabalho, cuidado e sentimentos que a mãe tem por seu filho e de como essa relaçao é rica e maravilhosa. Não tem como não se emocionar em alguns momentos. Focando também no momento de crescimento de um filho e de deixar ele seguir seu próprio caminho. Tem até uma participação da Thalita Rebouças, que participou do roteiro e de todo processo de gravação. 

Sabemos como é árduo transformar um livro em filme e muitas vezes no roteiro coisas da história tem que ser modificadas para que o filme fique fiel, porém aqui fizeram um ótimo trabalho. Mantiveram a essencia do livro misturando emoções e fazendo rir e emocionar. Já falei por aqui que gosto do trabalho da Larissa Manoela, mas quando me lembro do livro lembro de uma MALU mais descolada e engraçada o que não acho que combinou tanto com a essencia da Larissa Manoela. Se tiver outros filmes da série Fala Sério queria ver se a Larissa consegue mostrar um lado mais comico e mais perto da personalidade da personagem. Ainda assim, ela se saiu muito bem e combinou muito com a Ingrid fazendo belas cenas no longa. O filme é bem rápido, não demora passa sua mensagem e ainda te faz rir e chorar. Não é o melhor filme do mundo, mas é extremamente recomendável.  Com uma atmosfera leve, comica e bem dirigido. Thalita deve estar orgulhosa e deve mesmo ficar. O trabalho foi muto bem feito. Recomendo.





Ângela Cristina (Ingrid Guimarães), mãe da adolescente Maria de Lourdes (Larissa Manoela), está tendo a experiência de guiar sua filha durante uma das fases mais complicadas da vida. Ela vive uma montanha-russa de emoções, com medos, frustrações e um caminhão de queixas para descarregar. Por outro lado, Malu, como prefere ser chamada, também tem suas insatisfações. Teimosa, sofre com os cuidados excessivos e com o jeito conservador da mãe



Especial Filme X Livro: Hannibal

Livro: Hannibal
Autor: Thomas Harris
Ano: 2012
Páginas: 448
Editora: Best bolso / Record
Nota: 3 de 5
Livro que deu origem ao filme de mesmo nome em 2001

Quem acompanha o blog já deve ter visto algo sobre esse autor, esse personagem e essa história em si. Pra quem não viu, já falei de um livro e do filme adaptado do mesmo autor chamado " O silêncio dos inocentes" (Leia Aqui) no qual fiz resenha do livro e da adaptação. Foi um filme/livro que eu gosto muito e particularmente me fez AMAR a escrita do autor Thomas Harris. Pra quem não conhece a história, recomendo que leia primeiramente O silêncio dos Inocentes já que esse livro de hoje é meio que uma continuação dele, mesmo que não seja direta. Pra quem não sabe a ordem, esses livros fazem parte de uma série com 4 livros denominados " Hannibal Lecter". O primeiro seria " Hannibal A origem do mal" ( que eeu ainda não falei mas pretendo falar em breve), depois vem " Dragão Vermelho" que eu já assisti mas não li ( em breve tem resenha) logo depois vem " O silencio dos Inocentes" e pra finalizar " Hannibal". A ordem cronológica dos livros é muito importante para que você entenda a história completa pois se você assistir Hannibal primeiro e depois Dragão Vermelho ou ler os livros pode ser que fique um pouco confuso. Enfim, neste livro especificamente somos levado no tempo um pouco depois para a vida de Clarice Starling como policial no FBI. A jovem que nunca conseguiu esquecer o caso que solucionou com a ajuda do Dr Lecter agora se vê sem rumo quando uma operação policial guiada por ela é arruinada. Suspensa do trabalho ela começa a receber sinais de Hannibal e começa a investigar sua localização. De outro lado, temos o Dr Hannibal Lecter que mora em Florença, passa-se por outra pessoa e incomoda quase ninguém. Bem isso é até um policial de lá se tocar de que ele não é quem diz ser e começar a investigar. Logo, o Dr começa a ser caçado e se meter com ele é certeza de ter um caminho curto. Ainda na mesma história, temos Mason Verger um cara extremamente rico e uma das poucas vítimas sobreviventes de Lecter. Desfigurado e vivendo uma vida dependente o cara só pensa em vingança contra Lecter e se foca totalmente em caça-lo. Ele quer o Dr morto. Mas mesmo com tanto dinheiro, será que Mason conseguirá sua vingança? É ai que os caminhos de Clarice e Hannibal se cruzam de novo, e as sensações que ela teve quando o entrevistou naquele manicômio anos atrás voltam outra vez. 

Esse livro pra mim particularmente teve altos e baixos. Eu gostei muito de como a história foi abordada. O autor continua contando e desenvolvendo a história de uma forma muito bem escrita o que deixa tudo mais empolgante e os personagens muito mais interessantes. Acredito que já tenha mencionado na resenha de O silêncio dos Inocentes, mas Hannibal pra mim no livro tem uma sensação de ser muito sensato e muito menos aterrorizante do que na adaptação pra filme. O tempo todo não o consigo enxergar como um serial killer aterrorizante. Em alguns momentos até esqueço de que estamos nos tratando dele e acredito que o autor tenha humanizado ele um pouco demais, fazendo que o mistério sobre sua personalidade e suas ações perdessem um pouco de encanto. É claro, que o personagem é excelente. É um persoangem intrigante com certeza, mas do modo como foi inserido na história e como a história acabou tudo que foi construído antes na mesma acredito que tenha perdido um pouco de relevância. Neste livro, o autor se preocupou em narrar várias versões de personagens divididos em etapas. A primeira contando os fatos da vida de Clarice que agora me parece muito mais madura, segura e forte. Eu gosto muito da personagem e de como ela se posiciona. Na segunda na visão temos é claro a do Dr Hannibal Lecter no qual ele não se dedica tanto, o que eu acho uma pena porque gostaria muito de ler algo somente dentro da mente de Hannibal. Queria ver o autor explorando mais seus pensamentos, sentimentos e mais coisas que não conseguimos ver nos livros anteriores ou nos filmes. Depois temos algumas versões de Pazzi, o inspetor de Florença que quer capturar Lecter para receber o dinheiro e entrega-lo para Mason. E pra finalizar temos algumas narrações falando do próprio Mason. Eu achei muito interessante pra história que o autor focasse nas narrativas de modo diferente. Mason pra mim foi um personagem que deu muito mais contraste e interesse pra história. Deu pra ter uma ideia de várias situações diferentes, com personagens diferentes em foco. 

Uma das coisas que me incomodou um pouco foram algumas partes da história que o autor se prolongou demais e  não era exatamente tão necessário. Ficou um pouco cansativo em alguns momentos da leitura e outras partes que precisavam de mais detalhes pra serem mais coerentes na história como um todo foram deixadas de lado. Fora isso, acredito que tenha faltado um pouco de suspense nesse livro, e pela questão de querer humanizar Hannibal com sua ligação com a Clarice o autor deixou o personagem perder um pouco do seu propósito. Mas por outro lado, foi algo meio imprevísivel já que se podia imaginar outras coisas para como o livro foi finalizado. Hannibal é um livro interessante, cheio de coisas que precisavam ser lidas se você leu os livros anteriores e gosta da história como eu. É um livro bom, mas não chega a ser tão bom quanto o Silencio dos Inocentes. Dá pra ter uma noção do que acontece na história depois de tanto tempo e da real ligação entre o Dr e Clarice. E é claro o que acontece quando alguém acha que está sendo esperto e se mete com Hannibal. Bem, só posso dizer que não é um final feliz. Eu recomendo.











Agora vamos falar da adaptação do livro para filme 

Filme: Hannibal
Lançamento: Fevereiro de 2001
Duração: 2 horas e 5 minutos
Gênero: Policial, Suspense
Distribuidora: Universal Pictures
Nota: 3,5 de 5

Não vou falar muito da história porque você provavelmente leu a sinopse do livro ali em cima e sabe bem do que se trata então vamos direto ao ponto. O livro foi bem adaptado pro cinema? A resposta é...SIM! Vou até dizer que ficou melhor em muitos aspectos do que o livro apesar do livro ser melhor que o filme. Pra você que assistiu o silêncio dos inocentes e se pergunta porque a Jodie Foster( que interpretou Clarice no filme) não está na continuação, eu já te explico. O que foi divulgado é que a atriz não se interessou pelo roteiro e não gostou do destino da personagem. Sendo assim , por já estar trabalhando em outro filme a mesma recusou o papel. Depois disso, fizeram testes com várias atrizes e Juliana Moore, acabou levando o papel.  Confesso que isso foi uma das coisas que me incomodou. A Jodie Foster era simplesmente perfeita pro papel. Gosto do trabalho da Juliane Moore mas quando se trata de um filme que é meio sequência de outro você espera ver os mesmos atores nas peles dos personagens. E quando eu assisti pela primeira vez tudo que eu me perguntava é o que tinha acontecido. Enfim, até que curti a outra atriz no papel e apesar de não ficar tão bom foi aceitável. Juliana deu o seu máximo no papel.  Não preciso falar muito do Anthony Hopkins. O cara é foda. Ele traz toda a essência, inquietação e maldade que o personagem precisa. Maior parte de eu ter achado Hannibal um personagem tão interessante foi por sua atuação e não tinha como colocar outra pessoa em seu lugar. O livro é muito bem adaptado. A maioria das coisas essenciais estão ali na adaptação e nada foi muito alterado para que a mesma pudesse ocorrer. 

Alguns detalhes foram deixados de lado que eu acredito que poderiam ter torando a adaptação mais interessante. A irmã de Mason, Margot tem uma certa relevância no filme, porém ela é totalemnte colocada de lado e em vez disso focam essa relevância em Cordell, o mordomo de Mason já que no livro, não foi Cordell que matou Mason. Outra diferença, é que por ser Juliane Moore, o diretor decidiiu dar a Clarice um ar muito mais forte, meio sensibilizado pela ligação que ela sente e não sabe como é com o Dr Lecter, claro que sim porém ela me parece muito menos inocente e muito mais experiente sem se deixar levar pela influência do Dr sobre ela. Diferentemente do livro em que ela acaba com um final diferente. O final foi TOTALMENTE diferente do livro o que me incomodou e agradou ao mesmo tempo. Acredito que tenha sido plausível colocar aquele final pelo modo que o diretor quis levar a relação dos dois e com o final do livro não ficaria tão relacionado. Do modo que foi finalizado acredito que tenha sido da melhor forma, já que no livro o autor não explica o suficiente para que possamos nos contentar com as atitudes dos persoangens. O filme é muito bom, mas perde pontos por terem perdido Judie Foster e por não explorarem tanto alguns pontos no livro que poderiam acrescentar mais pra história. Mas são coisas bem pequenas, o filme é bem equilibrado e de acordo com as notícias o final alterado do filme foi aprovado pelo autor. Concluindo, Hannibal é um bom filme. A cena do doutor abrindo a cabeça de uma de suas vítimas e comendo parte de seu cérebro é excepcional. Agoniante e aterrorizante. A frieza e brutalidade de Hannibal continuam intactos. Anthony Hopkins continua sendo excepcional e trazendo um personagem cativante e horripilante. Você simplesmente precisa assistir. Recomendo.









Texto: Apenas uma garota no trem


Gosto de olhar para a janela e observar as pessoas. Suas expressões, seus rostos, suas vidas. Imagino se elas são mais felizes, se elas sentem o mesmo que eu, se algum dia virão a sentir. Imagino nomes, histórias e finais felizes do jeito que quero. Talvez seja minha forma pessoal de me consolar. De fechar os olhos e fingir que não estou sentindo o que estou agora. Esse vazio. Essa sensação de que minha vida se perdeu e eu não sei o exato momento que comecei a deixa-la ir ladeira abaixo. Talvez seja pra ser assim e isso me consome cada vez mais um pouco. Fico pensando onde estarei quando essas coisas me consumirem por completo. Estou tentando superar. Tentando achar um propósito nisso tudo e ai repito pra mim mesma que vou parar com isso. Mas no final? Acabo insistindo de novo e de novo. Parece que não consigo parar. Foge ao meu controle. Quase todas as vezes que fecho os olhos posso ver as imagens da minha vida no passado. Quando eu era feliz, ou pensava que era. Agora, já não faz mais tanta diferença. E toda vez que eu olhava por aquela janela, eu me via em uma mulher que nem ao menos conhecia. Me ligava a ela. Me fazia sentir do mesmo jeito que eu me sentia antes. Me fazia me sentir de um jeito que eu não sinto faz tempo e que sinto falta desesperadamente.  

Não quero ser esse tipo de pessoa sabe? Sei o que as pessoas pensam. Está estampado na cara delas toda vez que me sento no mesmo lugar e observo as coisas pela janela. Está bem ali quando elas me lançam olhares entristecidos e até poderia dizer que de pena. É como se talvez elas soubessem o que estou passando, o que estou sentindo. Isso me incomoda porque ninguém pode imaginar como é. Como me senti, o que passei. O que aconteceu depois de eu ter meu coração quebrado. Depois de eu ter caído na real de que as coisas nunca poderiam voltar a ser como eram. Não, da mesma forma. E ai me pego chorando ou divagando no meio da noite, no meio do dia. Já nem tem mais um momento certo. Chego a me entorpecer para não sentir, não lembrar, não seguir em frente mesmo precisando. Tudo que eu tinha foi tirado de mim. As vezes vago pela rua, passo pelas pessoas ao meu redor. Passo pela vida que eu costuma ter. E desejo ardentemente tudo de volta. Sinto raiva, sinto ódio e sinto vontade de arremessar qualquer coisa que estiver a minha frente. Quero que isso acabe. Quero que todas essas lembranças possam ir embora. Eu não sou a mesma garota que eu já fui um dia. Não sou aquela garota cheia de planos e com a vida pela frente. Sou apenas uma garota que perdeu tudo. Uma garota que olha pela janela imaginando como as outras pessoas se sentem com medo de me encarar.

 Não demorou muito tempo para que o que eu mais tinha medo me alcançasse e quando me alcançou não pude acreditar. Talvez bem lá no fundo eu talvez soubesse e só não conseguia me deixar ver. Pude ver claramente por alguns segundos tudo que eu me fiz esquecer. Toda a ideia errada que tive. Todas as ilusões que criei. Tudo que pensava ser minha culpa e nunca foi. Não de verdade. Me fizeram acreditar que era por mim. Que eu era responsável e eu acreditei porque não conseguia me lembrar. Não conseguia distinguir. Mas agora que eu me lembro só me sinto com vontade de seguir em frente. Deixar essas lembranças pra trás. Esquecer de quem eu fui antes, de quem fui por um tempo agora e ser outra pessoa. Uma completamente diferente da que eu queria de volta. Por isso me sento em um lugar diferente e não olho mais para a janela. Não observo mais as coisas, não imagino vida alheias. Quero pensar na minha própria. Eu sou apenas uma garota que precisa ir em frente. 

*Inspirado pela história do livro e do filme " A garota no trem" escrito por Paula Hawkins e inspirado também nos sentimentos de Rachel 

Resenha de Livro: O Desapego Rebelde do Coração

Livro: O Desapego Rebelde do Coração
Autora: Bianca Briones
Ano: 2016
Páginas: 406
Editora: Verus
Nota: 3 de 5

O Desapego Rebelde do Coração é o quarto livro da série " Batidas Perdidas" que começou com Rafael e Viviane,passou para Clara e Bernardo e agora nós traz a história de três personagens já conhecidos se você leu algum dos livros anteriores: Clara, Lex e Rodrigo. Até agora eu não consegui dizer se eu gostou ou desgosto da Branca pois em alguns momentos ela me faz rir e em outros me faz ficar irritada com ela mesma. Branca é linda, independente, forte e não quer se apegar. Usa muito bem de sua liberdade e em um desses momentos acaba se envolvendo em um relacionamento duvidoso com Lex, melhor amigo de Rafa. Os dois acabam se casando, mas as coisas não vão muito bem. Ambos querem coisas diferentes e não sabem como fazer pra continuar funcionando. Os dois resolvem então se separar, Lex acaba indo para longe para seguir com sua vida e Branca tenta superar ao mesmo tempo em que tenta entender seus sentimentos. Do outro lado, temos Rodrigo o irmão de Viviane que sempre teve uma queda por Branca, mas a deixou de lado para virar o pegador geral que segundo ele é sua melhor filosofia. Porém, a queda por Branca não ficou tão pra trás como ele gostaria e cada vez que eles se encontram o atrito ainda é muito grande.  Rodrigo está decidido ao menos conseguir se aproximar de Branca enquanto ambos não admitem o que sentem de verdade. Diante disso temos vários obstáculos que vão aparecendo pelo caminho e um triângulo amoroso que terá que ser desfeito. 

De todos os livros da Bianca esse foi o que menos me emocionou. Eu adoro a escrita da autora e acredito firmemente que a mesma coloque uma boa dose de drama e emoção que deixam suas histórias com uma marca única, porém nesse livro eu não consegui muito bem me envolver com os dilemas apresentados ou as características dos personagens. Eu me irritei em alguns momentos com algumas coisas colocadas dentro do livro e no desenvolvimento da história. Um dos pontos foi Branca. Como eu disse ali em cima, a personagem é engraçada em alguns momentos mas em outros é extremamente chata e irritante. Esse negócio de ficar se fazendo de durona e sendo infantil ao extremo chamando o Rodrigo todo tempo de moleque não me soou romântico nem envolvente. Tudo porque estava bem na cara que ela gostava dele e não admitia, então essa raiva que ela tentava demonstrar do jeito que foi colocada não soou muito convincente por mais que soubéssemos que no fundo nem era verdadeira. 

Temos também Rodrigo que não me agradou muito como um todo. O cara me pareceu um verdadeiro moleque o tempo todo e eu simplesmente não conseguia enxerga-lo como um cara para se levar a sério apesar das explicações dadas ao personagem que deviam justificar suas ações. Em outro ponto da história quando as coisas parecem que estão se acertando surge uma moça que ficou com Rodrigo em uma transa aleatória, larga o bebê em uma igreja e some deixando apenas um bilhete dizendo que Rodrigo é o pai (???). Eu fiquei realmente sem entender porque isso foi inserido dentro da história. O personagem que pregava o lema " Coração de pedra não sofre" e basicamente não se envolvia com mulher nenhuma de repente se descuidou e engravidou uma menina que ele obviamente nem lembra o nome. E mais, a menina tem o bebê aparece com ele magicamente na igreja no casamento de um amigo, larga o bebê lá, deixa um bilhete e ai some. Isso mesmo, some. Eu fiquei tipo ( WHAT?) porque fazer isso acontecer bem agora? A autora poderia ter criado obstáculos ainda mais interessantes e dramáticos explorados em cima da insegurança de Branca ou Rodrigo, mas optou por colocar um bebê no meio em uma citação duvidosa e menos convincente. Outro problema de livros que envolvem o mesmo universo, mas contam a história de personagens diferentes é a aparição constante dos mesmos que já tiveram suas histórias contadas. 

Eu meio que me irrito quando o autor tira o foco da história que está contando pra ficar falando de personagens que já tiveram sua história contada. Isso acontece muito nesse livro. Vira e mexe tinha algo focado em Clara, Bernardo, Viviane e Rafael. Eu não me incomodo que eles apareçam desde que não roubem o foco dos detalhes da história principal e a autora esqueceu de explorar alguns pontos por isso. Enfim, fora isso a história é muito boa. Ela tem seus pontos altos com certeza, mas diferentemente dos outros livros tem pontos que me incomodaram bastante. A linguagem flui da mesma forma que os outros livros já que o desenvolvimento é o mesmo. A narração fica dividida entre Lex, Rodrigo e Branca dando visões sobre os três interligados entre si. Eu esperava mais dessa história. Tanto com relação ao Rodrigo e a Branca, quanto com relação ao Lex.  É um bom livro porém não me conquistou tanto como os outros. Se você leu os outros livros da série com certeza essa leitura é recomendada. 









Quando um amor do passado ressurge e sentimentos mal resolvidos vêm à tona, é preciso decidir entre lutar pelo que se quer ou fugir — e pôr em risco a própria felicidade.Branca sempre foi uma mulher independente, que não pensava em se casar tão cedo — até conhecer Lex. Entre idas e vindas, eles se casaram e se divorciaram menos de um ano depois. Ela levou um tempo para superar a perda e, sem esperar muito, começou com Rodrigo um perigoso jogo de gato e rato.Rodrigo tinha uma queda por Branca quando mais novo, mas hoje a enxerga apenas como a razão de uma paixonite adolescente. O que ele esconde de todos — até de si mesmo — é quanto todas as perdas que sofreu o afetaram, e o único modo de lidar com isso é fingir não sentir nada. Lex ficou muito tempo afastado de todos que amava, trabalhando em outra cidade e tentando seguir em frente, como sempre fez. Sua intenção era voltar apenas para o casamento de amigos, mas a vida tinha outros planos para ele.Agora os três precisam lidar com o que está acontecendo — e mais, com o bebê que surge com Lex. Quanto a mágoa pode afastar duas pessoas que se amam? Como encarar uma situação em que pelo menos um deles certamente sairá ferido?A série Batidas Perdidas está de volta, com um dos volumes mais aguardados e a pergunta que não quer calar: De quem será o coração de Branca?



#Melhor Álbum: I dont believe weve met de Danielle Bradberry



Álbum : I dont Believe weve met
Artista: Danielle Bradbery
Lançamento: Dezembro de 2017
Faixas: 10
Gravadora: Big Machine Records
Nota: 5 de 5

Eu não tenho palavras pra descrever pra vocês o tanto que esse álbum é maravilhoso. Sério. Eu já perdi as contas de quantas vezes ouvi ele inteiro. E é muito difícil acontecer isso comigo, com relação a um álbum pois, acabo gostando de algumas músicas e outras não. Mas, aqui a situação é contrária. Todas as músicas são EXCEPCIONAIS sem contar as letras que me fizeram chorar e pensar muito na vida. Sabe aquele álbum que te toca de verdade? Com a mensagem que quer passar? Esse é o caso desse álbum. Já falei da Danielle por aqui na indicação de música. A cantora venceu a quarta temporada do THE VOICE USA e desde então eu me apaixonei. Mas, esse álbum é diferente do primeiro que é mais uma pegada country. Aqui, Danielle co-compõe algumas músicas e conta sua história nas 10 músicas em um tipo de jornada pessoas de suas relações.  Desse álbum foram extraídos alguns singles oficiais, mas pra mim todas as músicas poderiam ser single. Esse álbum pra mim, mostra a Danielle se encontrando no tipo de som que ela quer fazer. Bem no estilo, Taylor Swift com um pop romantico e letras profundas que tocam seu coração( principalmente se estiver sofrendo) a cantora entrega um álbum cheio de sentimentos, desejos com uma voz linda e uma potencialidade vocal impressionante que chega a causar arrepios como em "Messy". É um dos meus álbuns preferidos da vida e a Danielle subiu degraus no meu conceito com relação a sua carreira. Eu vou acompanhar de perto, e quero sucesso mundial pra ela. Todos merecem ouvir esse álbum, essas músicas. Essa voz. É incrível.














Série pra assistir : ELITE



Série: ELITE
Lançamento: Outubro de 2018
Temporadas : 2
Distribuidora: Netflix
Nacionalidade: Espanha
Criada por : Carlos Montero/ Dario Madrona
Nota: 3,5 de 5

 Fui assistir Elite muito depois de toda a febre que passou pela Netflix. Terminei esses dias de assistir a série. E fico feliz de ter terminado agora. Essa série me provocou um misto de alegria e raiva. Mas já vou explicar pra vocês tudo que achei da mesma. Como é de costume vamos falar do enredo? Ele apesar de ser simples, se desenrola bastante em diversos assuntos e acarreta em várias coisa dentro da mesma. Três alunos ganham uma bolsa para estudar no colégio de ELITE da Espanha, onde as famílias mais ricas colocam seus filhos. Depois de verem sua escola destruída, Samuel, Nádia e Christian procuram se adaptar dentro de um colégio com pessoas totalmente diferentes de suas classes sociais. Quando o choque entre eles e o pessoal da escola acontece, a reação é inesperada causando uma série de fatos que traz consequências pesadas resultantes na morte de uma aluna. O que realmente aconteceu?


 Muitas pessoas chegaram a comparar Elite com Rebelde, mas a temática da série é COMPLETAMENTE diferente da novela mexicana. Elite é muito mais profunda. Toca em assuntos interessantes ainda explora um mistério envolvendo um assassinato. Como disse ali em cima, a série me deixou feliz e irritada ao mesmo tempo. Ela tem um desenvolvimento muito bom, alternando entre o passado e o presente onde a polícia colhe os depoimentos das pessoas envolvidas tentando descobrir quem é o assassino. E eu tenho que dar um ponto a favor já nessa colocação, eu nem imaginava que a pessoa que matou a moça fosse o assassino. Um dos pontos bons da série é que ela consegue trabalhar bem os fatos, fornecendo ao espectador aquilo que é necessário e deixando pontas soltas para que o mesmo tenha suas dúvidas e pense junto com a mesma até chegar a verdadeira revelação. Me irritei muito com alguns personagens. Marina foi uma delas. Que menina chata e rebelde. Nossa, a maior parte do tempo eu revirava meus olhos e tinha vontade de meter um soco nela. Menina totalmente sem noção, que iludi um menino fazendo ele correr atrás dela e ainda se envolvendo com o irmão do menino. Fiquei com dó do Samuel o tempo inteiro. Tadinho. Por outro lado a série trata de assuntos delicados, como o HIV e a vida das pessoas que tem essa doença. Marina é portadora da doença e enfrenta algumas coisas dificeis por causa disso. Mas por outro lado, as vezes do modo que foi colocado, parece que a personagem usa disso para justificar seus atos, fazer um menino de bobo, engravidar do irmão do menino, irritar todo mundo na escola e ainda bancar a coitada. Não era essa a imagem que acredito que a personagem teria que ter. Poderia ser completamente diferente, mas optaram por dar ela essa imagem meio rebelde e vitimizada sabe? Entendo o preconceito que as pessoas com HIV sofrem, mas Marina chegava a ser irritante em alguns momentos e foi uma pena já que no primeiro episódio achei que ela seria uma personagem interessante. O mistério foi bom e o desenvolvimento dos fatos também, porém em alguns quesitos a série realmente deixou a desejar podendo elevar a série a um nível mais alto, mas seguindo alguns clichês que não fazem tanto sentido.




 A série aborda temas interessantes como homossexualismo, preconceito, a dificuldade que as pessoas enfrentam de contar para seus familiares dependo de sua religião. Além da exploração de classes sociais entre jovens ricos e pobres. Algumas cenas são meio doidas, e desnecessárias como o casal triplo jovem do colégio que se pega e a loucura do menino com a namorada. Enfim, não vou contar muito pra não estragar sua experiência mas Elite vale a pena ser colocado na sua lista. É uma boa pedida e apesar de seus pontos negativos não deixa de ser uma ótima atração para quem está procurando algo na plataforma. Recomendo. 



 Três jovens amigos - Samuel (Itzan Escamilla), Nadia (Mina El Hammani) e Christian (Miguel Herrán) - recebem bolsas de estudo de uma construtora após um colapso sofrido na sua escola anterior devido a obras mal feitas. Sua nova escola é Las Encinas, um instituto de prestígio na Espanha, onde as pessoas de elite do país enviam seus filhos para estudar. No Las Encinas, os três conhecem os ricos irmãos Marina (María Pedraza) e Guzmán (Miguel Bernardeau), cujo pai controla a construtora culpada pelo colapso do telhado de sua antiga escola, o casal aristocrático Polo (Álvaro Rico) e Carla (Ester Expósito). A namorada casual de Guzman, Lu (Danna Paola), e o filho da diretora da escola, Ander (Arón Piper). O irmão de Samuel, recém-saído da prisão Nano (Jaime Lorente), e o irmão de Nadia, Omar (Omar Ayuso), logo se envolvem também no choque de estilos de vida, ressentimentos, inveja e atração sexual.
Através de uma série de cenas de flashforward, começando com a abertura do primeiro episódio, é mostrado ao público que as histórias que se desdobram de um choque de estilos de vida de alguma forma levaram a um assassinato. Essas cenas instantâneas, espalhadas pela narrativa principal, são da investigação policial inicial do crime e dos interrogatórios dos personagens principais, cujas respostas e evasivas destacam aspectos das histórias que levaram ao assassinato.






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