Texto : Admito, eu gosto de sentir.


Tenho que admitir que eu gosto de sentir. Eu gosto. E ponto. E quando se admite isso, e quando se sente demais os altos riscos vem junto. Não dá muito pra fugir disso. A dor aparece. A mágoa vem. E a frustração acontece. Mas a maior consequência de sentir é claramente a sensação de vazio. Justamente por ansiar sensações únicas e sentimentos únicos.
É a pura necessidade de precisar. Como se fosse injetado algo em suas veias e isso te concedesse a maior das emoções. É o que me move. Quando se sente tudo de uma forma completa, é bem compreensível que suas emoções tentem te sabotar. E as minhas me sabotam o tempo todo. 

Me fazem olhar pro teto de noite e derramar lágrimas sem nenhum motivo aparente. Me fazem ansiar por um lugar em um local que eu nem sei qual é. Me fazem ter medo mais do que tudo de não vivenciar tudo que eu quero. Isso tudo me deixa confusa demais. Muitas vezes ainda não sei como me colocar e pra onde ir. Confesso, eu mudei demais. Demais mesmo. Em muitos momentos nem acredito em algumas atitudes de antes. Em como eu pensava e agia. E como sou hoje. Mas a a garota que eu sou hoje precisou ser o que foi pra que eu me tornasse a mulher de hoje. E ainda é difícil me enxergar assim: como mulher. Passa uma imagem tão séria, tão presa. Eu ainda me sinto como uma garota. 

E o que mais quero é ser assim. Descomplicada. Ter o direito de ainda não saber onde é o meu lugar. Ter dúvidas e ter medo de tomar decisões sozinhas. Eu preciso lidar com as minhas merdas. Sozinha. Só eu. E é uma merda fazer isso. Você sempre acha que está tomando a decisão errada. Não sabe se aquilo vai te prejudicar ou te te beneficiar. Esses dias chorei sozinha na cama. Sem motivo aparente. Pensei demais. Refleti mais um pouco e fechei os olhos desejando conseguir tirar as forças para encontrar meu lugar. Minha real felicidade sabe? É o que todo mundo quer. Ser feliz. Sentir. Acho que mais do que tudo que sentir.

Qual seria a graça dos momentos sem senti-los? E eu me arrisco todo momento enquanto estou sentindo, arrisco mais do que todo mundo quando sinto mais que os outros. Quando me deixo doer, me deixo magoar e por mais que me ache idiota por isso  saiba que no fim, eu pelo menos senti. Eu pelo menos vivenciei aquilo. Mesmo que aquilo não tenha dado certo. Querer sentir é perigoso, você se machuca no meio do caminho. Cria machucados e acima de tudo transforma isso em lembranças que vai carregar pro resto da vida. Dá pra muitas vezes só sentir. Deixar fluir. Apenas ser. E depois chorar no travesseiro a noite. Porque é assim que a minha vida é totalmente vivida. E é assim que eu sinto, com todo meu corpo. Com tudo que eu tenho. 

Especial Decor 8 : Móveis Minimalistas

Encontre o que há de melhor em móveis minimalistas e crie a decoração dos seus sonhos para uma casa clean e aconchegante.

Decorar com móveis minimalistas pode ser uma experiência e tanto. É um exercício interessante onde você precisa focar suas energias em valorizar e destacar itens mais discretos, sóbrios e funcionais.

Nessa decoração tudo tem uma função. É muito raro encontrar peças que são apenas decorativas e que não podem ser usadas em nenhum momento.

É um estilo que preza pelo espaço vazio e considera que a “ausência” de alguma coisa também faz parte da decoração.

Mas, para não parecer que você mora num balcão abandonado é preciso ter muito cuidado na hora de escolher móveis minimalistas.

Eles geralmente são carregados de estilo, elegância e beleza. São de cores neutras e linhas delicadas. Não chamam a atenção pela extravagância, mas sim pelo completo oposto: a discrição que exala charme.

É uma decoração com aspecto maduro e profissional. Remete ao poder, pessoas com cargos elevados, auto suficientes, donas de si. Como tal, os móveis minimalistas também são cheios de força e estilo.

Dicas Fundamentais Para Decorar Com Móveis Minimalistas

Para decorar com os móveis minimalistas você deve se livrar dos excessos. Olhe ao redor e pense como pode tornar o ambiente mais amplo e com aspecto menos poluído.

  • Poucos e bons móveis:

Você deve pensar em ter poucos e bons móveis minimalistas. A ideia é dar destaque para as peças, de modo que não precise de excessos para criar um ambiente agradável e cheio de estilo.

  • Móveis inteligentes e multiuso:

Uma coisa muito comum na mobília dessa decoração é que as peças tenham múltiplas funções. Por exemplo, um simples aparador com design industrial ou aparador com gavetas que sirva tanto para apoio de objetos quanto para guardar pertences.

O material de preferência é sempre a madeira. Os móveis minimalistas têm design simples, discreto e elegante. Mas é comum que as decorações minimalistas ganhem uma peça mais arrojada para conduzir o olhar, que se torne o centro das atenções.

A Importância Das Cores Na Decoração Minimalista




As cores são poucas, pontuais e escolhidas a dedo: mas elas são essenciais nos móveis minimalistas. Como dissemos anteriormente, os pontos de cores mais fortes e vivas acabam direcionando o olhar de quem adentra o ambiente.

  • Cores predominantes:

O mais comum é que se utilize cores neutras. Lembre-se que tanto os móveis minimalistas quanto a decoração em geral nesse estilo devem prover um local amplo, arejado e bem iluminado.

Então as cores claras são sempre muito bem empregadas. O branco e o cinza, principalmente, são excelentes escolhas. Você pode apostar nessas cores para mobílias diversas como cadeiras, mesas, poltronas, banquetas, aparadores, entre outros.

Nada impede, porém, que você utilize alguns pontos de cores quentes para manter o ambiente com ar acolhedor. Nesse caso, as cores terrosas e amadeiradas são boas opções.

A madeira em si, costuma estar presente na base dos móveis minimalistas. Aproveite essa característica para combinar mesas, armários e mesinhas. Além dela, outros materiais presentes na decoração minimalista são:

  • Mármore;
  • Vidro;
  • Cromado;
  • Espelho;
  • Inox;
  • Granito.

Combinando esses elementos de maneira equilibrada e harmônica você terá uma decoração que consegue valorizar e ampliar o espaço de sua casa, dando a impressão de que o ambiente é ainda maior.

Menos Bagunça, Mais Beleza




Uma decoração que prioriza os móveis minimalistas também acaba desenvolvendo em você um senso estético diferente. Você aprenderá a gostar cada vez mais da organização.

Por isso, é legal pensar em estratégias para manter a casa mais organizada. Os móveis não devem atrapalhar a sua circulação, e precisam ser posicionados de maneira que o espaço seja muito bem aproveitado.

Mesmo a mobília que possui gavetas e portas deve ser usada com parcimônia. A regra é não acumular mais coisas do que você pode/ precisa ter.

Quando você perceber a sua casa mais arrumada e organizada com certeza não vai mais querer mudar de estilo de decoração.

  • Quarto minimalista:

cama é obviamente a grande estrela do seu quarto de dormir. Mas você pode aproveitar para usar outros móveis minimalistas nessa decoração. Por exemplo, uma mesinha na cabeceira.

Ela serve para apoiar uma luminária que lhe ajude na leitura noturna, livros, remédios ou um despertador. Mantenha sempre esse móvel bem organizado e arrumado para não comprometer o seu décor.

Cadeiras E Poltronas Como Protagonistas



Como dito anteriormente, uma das características mais marcantes dos móveis minimalistas, tal qual de toda a decoração que segue essa premissa, é que toda a mobília tenha uma utilidade.

Você não encontrará mesas ou aparadores que parecem excessos. Tudo deve ser pensado para uso. Então, as cadeiras e poltronas acabam se tornando fundamentais tanto para casas grandes quanto pequenas.

As cadeiras minimalistas variam muito em formato e design. Elas podem ser encontradas com os traços mais simples, retos e sóbrios, ou algumas formas arredondadas, mais agradáveis e fluidas.

A regra é: precisam ser confortáveis. A sua cadeira deve contar com um estofado agradável e uma ergonomia que garante relaxamento a quem se sentar.

O mesmo podemos dizer das poltronas: elas devem ser confortáveis, além de bonitas. As cores variam bastante e você pode pensar no tradicional (cor sóbria) ou em algo mais elaborado, que seja o destaque do ambiente.

Cuidados Fundamentais Com Móveis Minimalistas

Os móveis minimalistas precisam ser mantidos sempre limpos e organizados. Essa é a alma a decoração! Então, evite excessos de vasos, enfeites e porta-retratos pela casa.

Prefira manter a superfície livre de objetos inúteis, no máximo com uma orquídea delicada que também inspire organização. Olhe ao redor e perceba que tudo parece estar no lugar certo.

Texturas, brilhos e estampas podem ser empregados em carpetes, paredes etc. Mas tudo sempre medido para manter o ar de limpeza e organização.

  • Vantagens dos móveis minimalistas:

Vivemos uma época em que somos bombardeados por informações o tempo inteiro. Você não consegue se desligar do mundo a menos que esteja num sono profundo.

Os móveis minimalistas inspiram tranquilidade e ordem. Podemos dizer que eles representam a calmaria em meio ao caos. E essa sensação poderá ser transportada para dentro de sua casa, fazendo do seu lar o melhor lugar do mundo.

Post Patrocinado por Atelier Clássico 

Filme: After - Depois do Desencontro


Filme: After Depois do Desencontro
Titulo Original: After We Fell
Lançamento: Setembro de 2021
Duração: 1 hora e 38 minutos
Gênero: Drama, Romance
Nota: 2,5 de 5
Distribuidora: Diamond Filmes

Quando esse filme saiu, confesso que não fiquei tão empolgada apesar de ter curtido os 2 filmes anteriores ( que já tem resenha aqui no blog). Pra quem não sabe, os filmes de After são baseados na série de livros com 5 volumes de mesmo nome da autora Anna Todd.  Antes de falarmos sobre o que achei desse filme, vamos falar do enredo como sempre. Em AFTER DEPOIS DO DESENCONTRO, Hardin e Tessa enfrentam mais desafios enquanto obstáculos surgem para colocarem seu relacionamento a prova e mais inseguranças rodeiam os dois. O amor, de ambos, prevalecerá mesmo diante de tudo e do passado? 

E é isso, somente isso. Confesso que esse filme me decepcionou um pouco. O grande problema aqui é que não tem muito mais da história para um terceiro filme. Fiquei me perguntando o tempo todo se era necessário um filme para cada livro, porque com base na história tudo poderia ter sido sintetizado em menos filmes apesar de não saber se os 2 últimos serão adaptados. O segundo filme termina com a volta do pai de Tessa em sua vida e começa da mesma forma, dando a pensar que o mesmo fará alguma diferença ou relevância no longa, mas não é isso que acontece. A presença do pai dela parece ser muito aleatória, não influencia em nada e nem impacta em nada. Ele vem, vai embora e é isso. O filme começa com uma lembrança da infância de Tessa quando sua mãe expulsou o pai de casa por conta da embriaguez. A presença desse personagem ao invés de ser bem aproveitada, é jogada de modo aleatório logo no começo do longa e ele aparece bem pouco durante causando nenhuma importância significativa pro filme. Me pareceu que foi muito mal aproveitado. De resto, temos a relação já conhecida de Tessa e Hardin, com as mesmas características, inseguranças e obstáculos. Parece a mesma coisa dos filmes anteriores, com elementos modificados e pouquissima diferença. Não senti uma real necessidade desse longa. Não teve um ponto alto para que a história ficasse mais envolvente. Mas, o longa não é de todo ruim. Eu curti algumas cenas românticas, e algumas cenas tristes também, como o Hardin chorando agarrado a Tessa. Aqui, os elementos que ameaçam o relacionamento do casal já são meio que conhecidos, como um cara aleatório, uma amiga que parece íntima demais, uma mudança pra longe pra depois o cara mudar de ideia e se mudar também. É mais do mesmo. Reparei que o personagem Landon, sofreu uma mudança já que o ator que interpreta o mesmo, não é o mesmo dos dois primeiros filmes. Apesar da semelhança, é algo pra se notar já que ele tem alguns segundos aparecendo na tela. 

O grande desdobramento do filme é um segredo da família de Hardin que é revelado bem no final da trama. Antes disso, temos uma Tessa com uma vida perfeita se mudando para Seattle para ficar com os chefes na casa deles, com um cargo maior. Tudo parece muito fácil demais, muito mal desenvolvido. Fiquei com a sensação de que colocarem a personagem sob uma visão muito supérflua. E como de praxe, temos uma apelação muito grande pro lado sexual em que as cenas de sexo acabam sendo um pouco repetitivas porque acabam acontecendo do mesmo modo o que me fez questionar se aquilo era realmente necessário ou era mais um apelo pro filme ser sensual. Não tenho nada contra cenas sexuais desde que ela se encaixem em um contexto bem desenvolvido, mas aqui pareceu meio apelativo. 

After Depois do Desencontro não tem um enredo forte, tem pontos mal desenvolvidos, mais do mesmo, cenas boas, pontos ruins e uma sensação de dúvida pemanente se um filme de uma hora e meia era realmente necessário. É isso.





Em After 3 - Depois do Desencontro, embora a história de amor entre Tessa Young (Josephine Langford) e Hardin Scott (Hero Fiennes-Tiffin) tenha passado por muitas complicações, desta vez o problema é mais complexo do que nunca. Agora que Tessa tomou uma das decisões mais importantes de sua vida, tudo mudou completamente. Os segredos que vêm à tona sobre suas famílias colocam em risco seu relacionamento e seu futuro juntos. Embora a jovem saiba que Hardin a ama, os dois estão cercados de ciúme, ódio e perdão. Será que o amor entre os dois será o suficiente para manter seu relacionamento?



 

#Euli : O óbvio também precisa ser dito de Guilherme Pintto

Livro: O óbvio também precisa ser dito
Autor: Guilherme Pintto
Ano: 2019
Páginas : 192
Editora: Planeta
Nota: 2,5 de 5

Falando em livros, eu estou em uma vibe muito grande de ler livros de crônicas/ textos. Eu já resenhei alguns livros por aqui de crônicas que eu AMO muito. Tem Clarissa Corrêa, Fred Elboni, Ique Carvalho e etc. Eu comprei esse livro por curiosidade mesmo. Me parecia ser interessante, e apesar de ter gostado bastante os textos não me prenderam tanto como os outros livros do mesmo gênero. Fiquei empacada com muitas coisas e os assuntos são um pouco massantes. Talvez por deixar explícito que os mesmos são focados em obviedades e isso não se aprofundar por ser óbvio. Fica raso demais e o texto perde o sentimento ou sensação de que queria passar. Sabe aquela ligação que a gente sente quando lê um texto? Ou aquela sensação de identificação que sentimos ao ler algumas palavras? Não senti muito isso com esse livro, o que me chateou bastante. Talvez a repetição de assuntos nos textos da mesma forma, com palavras diferentes traga uma atmosfera devagar. O livro é bom, e começa de uma forma boa com assuntos interessantes, mas conforme o livro vai passando as coisas ficam confusas e você começasse a se cansar de tentar absorver o que está ali. Parece querer forçar a você entender o óbvio mesmo não sendo tão óbvio e deixando as coisas bem dispersas e pincelas de uma forma bem jogada. Não me trouxe tanta sensações boas. Traz alguns assuntos reflexivos e frases boas, mas fica nisso. Leitura razoável.





Estamos quase sempre ocupados com o desejo de não ficarmos tão ocupados no futuro. As plataformas às quais nos conectamos vendam nossos olhos: a atenção é o ouro do agora.
O computador resolve “quase” tudo, os algoritmos estão sempre à nossa disposição, o tempo todo. Mas, e a nossa comunicação? O nosso tempo com o outro? O que entala? O que vai somando no inconsciente, trancando na garganta, fazendo o corpo ter dificuldade para digerir? Pais que dão presentes por não estarem presentes, jovens que vêm acreditando que a interação nas redes sociais é mais importante que exercer o afeto off-line, nós que vamos deixando passar, deixando de dizer, porque é menos uma coisa para lidar...O objetivo deste livro é falar do óbvio, como o próprio título já diz. Afinal, se fosse tão óbvio assim, que diabos estaríamos
fazendo aqui?






Texto: Se a minha intensidade for demais


Estou de olhos fechados. Milhares de coisas passam pela minha mente e tudo que eu mais queria é que tudo desaparecesse. Parece que estou tonta. Tonta de pensar demais. Tonta de não saber onde me encaixo e de pensar na possibilidade que nunca saberei. Não sou do tipo que fica na sua zona de conforto, mas zona de conforto já está explícito em seu próprio nome o significado. Bate um medo, e ai você não faz a mínima ideia do que está fazendo. Ou se o que está fazendo é o certo. Então eu apenas continuo tentando. Tentando me encontrar, tentando conseguir minha liberdade. Isso enquanto as pessoas não cansam de me lembrar que o tempo está passando e que eu já não tenho mais a mesma idade de antes. 

" Olha, você já tem tantos anos não é mais tão jovem". Juro, que quando ouvi isso minha vontade foi de sair correndo, mas me mantive ali. Só fiquei pensando " Qual o problema com a minha idade?" Onde está escrito que eu tenho que me decidir e estar certa sobre tudo em uma idade específica? Onde está esse tal manual da vida que facilita tudo? Porque só pode ser isso. E se não existe manual, por que não me deixa ter minha idade e sentir minhas inseguranças mesmo assim? Eu quero viver minha vida e viver minha idade também. Sem mais nem menos. Ainda estou sentindo um vazio que ainda continuo tentando preencher e é complicado. Na verdade, é uma merda. A sensação de verdade é que eu não pertenço aqui, não moro aqui. Não é meu lugar. Sinto falta de casa, mas não sei qual minha casa.Tenho medo de ficar por aqui, presa e ter medo de arriscar. Por medo da mudança, por medo da quebra de rotina. Uma mente cheia de sonhos e um coração conturbado. Quem sabe do meu interior, sente. Sente direitinho o que está rolando. 

Estou cansada de me limitar. Por comentários. Por medo do que as pessoas vão dizer. Por medo de ser julgada. Talvez eu só tenha que tacar o foda-se e me libertar. E isso apesar de parecer simples demais não é nada fácil. Faz tempo que quero falar. Que quero tirar isso de mim. A verdade é que a noite eu ainda choro sozinha de madrugada. E que as vezes escorre uma lágrima sem nem ao menos ter um motivo específico. Penso na perda. Em tudo que ainda quero. Penso no que já passei. Penso no futuro. Enquanto penso, outro dia já amanhecer e quando me dou conta passou mais do que eu queria. Mais do que gostaria pra realizar, pra sonhar . E o tempo não me espera. Se isso tudo for tipo um teste de universo, já saiba que eles estão tentando me fazer aprender. 

Eu sei. Mas desse jeito minhas convicções se abalam. Essa minha intensidade não vai sumir. E também não vou deixar de ser quem eu sou. É apenas isso. Se a minha intensidade for forte demais, que isso se transforme em sentimento. Em palavras e momentos. Em lembranças pra nunca esquecer. Pra ficarem marcadas. Então pode vir de forma intensa, só não me deixa confusa. Me deixa encontrar meu lugar, me deixa respirar, fechar os olhos e sorrir. Sem desejar mais nada.

Eu assisti: Cinderella Story/ If the Shoe Fits

Filme: A Nova Cinderela: Se o Sapato Encaixar
Título Original: A Cinderella Story: If the shoe Fits
Lançamento:Agosto de 2016
Duração: 1 hora e 30 minutos
Gênero: Musical, Romance
Distribuidora: Warner Home Video
Nota: 3 de 5

Se você acompanha o blog, deve ter visto as postagens anteriores e sabe que já tem resenha aqui no blog de dois filmes da série " A cinderella Story". O primeiro foi o da Lucy Hale ( A nova cinderela era uma vez uma canção) e o segundo da Laura Marano( a nova cinderela um desejo de Natal). Quando estava pesquisando sobre os filmes, fiquei sabendo que tinha mais uma versão de 2016 com a Sofia Carson e lá fui eu assistir já que adoro os filmes dessa série tirando o da Selena Gomez que não gostei tanto. Antes de tudo vamos falar do enredo que é bem parecido com os dos outros filmes e também envolve música. Tessa é uma jovem sonhadora, que tem uma vida miserável ao lado de sua madrasta e suas duas meias irmãs que a tratam como serviçal o tempo todo.Quando as meninas se inscrevem em um concurso musical baseado na obra da Cinderela ao lado de um cantor famoso chamado Reed, a madrasta de Tessa a obriga a ir com elas como assistente. Lá, ela percebe que a audição desse musical pode ser a oportunidade pra mostrar seu talento só que sua madrasta não pode ter ideia de que vai se inscrever. Então Tessa se disfarça para participar, mas acaba percebendo que vai ter que ser ela mesma e se assumir pra seguir seus sonhos.

O roteiro desse filme é bem parecido com os da versões com a Laura, Lucy e Selena. Salvo com algumas alterações e músicas diferentes. Nessa versão o ponto alto do filme com certeza foi a escolha da Sofia Carson. A menina é super talentosa, canta muito bem e entrega pro papel o que é esperado dele. Dá gosto de ver ela na tela desse filme, e seu par romântico no filme apesar de ser um pouco apagado, conseguiu manter uma química até que convincente com ela o que nos traz uma história muito bacana de ser assistida. O filme tem músicas pra lá de bacanas, mas duas se destacam bastante já que a voz da Sofia é linda e deixa a música pra lá de tocante e sem te fazer desgrudar os olhos da tela. Quado a sua personagem tem que se disfarçar pra tentar a audição, Sofia tem que usar uma peruca loira e essa peruca é praticamente a mesma da Hannah Montana. Eu fiquei em choque. Ela teve que colocar lentes de contato, a peruca e trocar de roupas que a deixaram bem idêntica a personagem da Disney. Além disso em um momento do filme, a personagem precisa estar em 2 lugares ao mesmo tempo então ela troca de roupa rapidamente e corre pra outro lugar. Volta e troca de novo. Me lembrou bastante uma cena de Hannah Montana O Filme. 

Enfim, o roteiro do filme é bom assim como seu desenvolvimento, o brilho que a Sofia traz pro papel com certeza é o que faz o mesmo fluir. O filme chega a ser fofo, e você chega a torcer por ela e se emocionar com a música. Eu recomendo essa versão que se tornou a minha 3 favorita das 5 versões feitas. Ah, esse filme foi exibido pela Disney Channel e teve uma audiência de mais de 2 milhões de espectadores. É muito fofo mesmo.





Sofia Carson interpreta Tessa, que é forçada a acompanhar sua madrasta má ( Jennifer Tilly ) e as irmãs adotivas (Amy Louise Wilson, Jazzara Jaslyn) a uma audição musical da Cinderela para trabalhar como assistente. Enquanto na competição, Tessa percebe que tem o que é preciso para ser a próxima Cinderela e, embora hesitante a princípio, ela decide que é hora de seguir seu coração e transformar seus sonhos em realidade, para que ela faça testes disfarçados. Mas sua madrasta a reconhece





Filme: Não Olhe


Filme: Não Olhe
Título Original: Look Away
Gênero: Suspense
Lançamento: Fevereiro de 2019
Duração: 1 hora e 43 minutos
Nota: 3 de 5

Assisti esse filme recentemente em meio a uma descoberta aleatória por filmes legais e confesso que me surpreendi positivamente e negativamente. Antes de falar do que achei, vamos falar do enredo? Maria é uma jovem que está prestes a completar 18 anos, porém a garota é extremamente introvertida. Não tem amigos na escola, nunca saiu com nenhum garoto e não tem nenhum tipo de suporte familiar nem vindo do pai ( que só pensa em alterar sua aparência e visivelmente oprime a mãe) e nem da mãe que ainda sofre com pesadelos recorrentes referente a um mistério do passado de quando ela engravidou e no parto de Maria. A garota começa a sofrer bullying na escola de um garoto, e ao mesmo tempo descobre que seu reflexo no espelho se trata de um tipo de clone dela mesma que quer assumir o controle e resolver as coisas pra ela. Quando Maria aceita a proposta e o suposto clone toma conta, ela percebe que as coisas vão ser muito diferentes do que ela imaginava. E muito perigosas também.

Quando você imagina algo sobre esse filme sem assistir, meio que espera que o mesmo seja algo relacionado a um pouco mais de terror, mas Não Olhe passa longe disso. Ele explora vertentes diferentes que não passam tanto uma sensação de suspense como deveria para causar em quem assiste uma certa tensão. O que prende na maior parte do longe é entender do que se trata o reflexo no espelho que fala com Maria. Seria um demônio? Um ser maligno? Um fantasma? Ou só ela mesma? O  longa até solta umas pequenas pistas antes mesmo de revelar do que se trata esse suposto clone antes de ele matar várias pessoas, e nas cenas finais é revelada a origem do reflexo que diferente de Maria é má, controladora, manipuladora e faz o que quer.  É um filme que flui de uma forma bem tranquila, tem seus pontos de altos e baixos, e tem um suspense beeem mediano. Esse filme não chega a dar medo, nem testa seus nervos  e nem muitos menos te agonia. Ele só tenta te prender ali com a simples ideia de entender quem é aquela pessoa do reflexo e o que ela  quer tomando controle de Maria. E é isso. Muitas das partes boas do longa se devem a atuação da atriz principal que sabe diferenciar o estilo de atuação de uma personagem pra outra de modo muito nítido trazendo uma personagem interessante de se ver em tela. O enredo explora suporte familiar dentro de uma família em que o pai abusa psicologicamente da filha e da mãe deixando-a inerte e sem poder ajudar a mesma. 

É um filme bom, que não te dará sustos mas que conseguirá te entreter um pouco durante seu tempo de duração e te fará sensibilizar com a personagem de Maria e se perguntar sobre a importância do suporte familiar para os filhos e as consequências disso.Eu recomendo.




 Uma solitária jovem de 18 anos não encontra suporte familiar e nem amigos para que possa desabafar sobre os problemas de sua vida. Cansada, ela começa a conversar com o próprio reflexo no espelho apenas para externalizar sua angústia, mas rapidamente descobre que está trocando de lugar com uma espécie de clone que tenta convencê-la a tomar atitudes vingativas.




Texto : Você está feliz?


"Você está feliz?" me fizeram essa pergunta hoje. Por milésimos de segundos eu paralisei. Dentro de mim, tudo que se ouvia eram gritos desesperados. Eu queria gritar "Não, não eu não sou", mas o que saiu da minha boca foi um " Sim" e um sorriso amarelo. Nem sei se aquilo foi convincente. A verdade é que eu não podia dizer que não estava feliz. Então, eu menti. E isso me fez refletir, e segurar o choro enquanto eu ia pra casa. Meus olhos começaram a lacrimejar e quando encostei a cabeça na janela do ônibus tudo que eu queria era desabar.

Parar em algum lugar e só observar sem dizer nada. Tudo que eu conseguia pensar é que eu não conseguiria aguentar. Tudo que eu podia pensar é que queria vomitar tudo que estava dentro de mim, e chorar até tudo sair. Até tudo parar de doer, de me incomodar. Até a dor aliviar. Estou digitando essas palavras como uma forma de alívio.Uma válvula de escape. Mas são essas mesmas palavras que me fazem derrubar mais lágrimas agora, enquanto elas estão saindo de mim. Pouco a pouco. E como dói. Queria ser menos eu. Mais confiante. Menos insegura. Quero esvaziar esse poço de incertezas que inunda meu coração. Que me faz respirar e sentir o coração doer. 

E ai, você se pergunta porque então eu não disse que não era feliz. Porque é mais fácil assim. As pessoas esperam ouvir isso. E acreditam que a outra pessoa está feliz. Então nós mentimos. Mais fácil. Mais convencional. Mais normal. Acho que tudo que eu queria era sumir. Fugir sem olhar pra trás. Parar em algum lugar que ninguém me conheça. Pegar em sua mão e correr. Só desaparecer. Só sentir. Só encostar a cabeça no teu peito e chorar silenciosamente, enquanto sinto sua mão acariciando minhas costas. Enquanto sinto você beijar minha testa e dizer que eu tenho você. Que eu posso contar contigo. Cada lágrima que cai a mais, me leva para um lugar real. Um sentimento real. 

Me diz o que estou sentindo. Me faz querer um lugar. Me faz querer saber o que quero fazer em seguida, mesmo que os dias continuem passando e eu não faça a minima ideia. Mesmo quando todos parecem saber o que querem, onde querem chegar e eu ainda não saiba. Com a sensação de que estou sempre perdida, deslocada. Que a vida está passando e estou ficando pra trás. Vou dar a mão ao tempo. Andar junto com ele. Deixar que ele cure meus machucados. Que me traga a reposta pra pergunta que eu ainda não sei responder. Que me faça crer que tudo vai fazer sentido. 

Enquanto isso, tento organizar essa tormenta. Tento me preparar. Estar pronta pra quando for mais corajosa. Mais eu, e menos eu se é que isso faz sentido. Eu acredito que posso fazer isso, mas isso vai doer. Doer até eu não querer mais. E depois da dor, dizem que vem a calmaria. E eu espero por ela. Estou apenas desejando mais. Desejando além. Desejando algo que eu possa virar e dizer sinceramente com todo meu coração" Sim, eu estou feliz. Eu sou feliz."Plena e sinceramente. Verdadeiramente. 


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