Texto: O mais difícil que já fiz



Ah, não aqui vamos nós. Até parece que eu adoro um drama. As vezes é isso que parece, por mais que eu não queira admitir. Me desculpe, talvez seja só a minha insegurança que insiste em bater forte nos momentos que eu menos preciso. Não é que eu goste de sofrer nessa vida, é que simplesmente quero sentir as coisas. E as vezes o drama me proporciona isso. Sentir as coisas intensamente, mesmo que seja de uma maneira muito mais difícil e sofrida. Provavelmente isso não faça o menor sentido. E talvez nem tenha que fazer. Só quero que entenda que preciso sentir. Sentir reciprocidade. Sentir o carinho. O sentimento. As emoções. Não me deixe sem isso. Senão eu só fico com a insegurança e isso não dá certo de nenhum modo. Brigamos por algo que eu disse, fico com vontade de vomitar as palavras. Fico com vontade de falar tudo que se está passando em minha mente. Mas se eu falasse, como seriam as coisas depois? Você pensaria que estou divagando sobre algo que não faz sentido? Ou pensaria que estou procurando algum motivo para me fazer sofrer? Esses questionamentos quase acabam comigo sabia? Me desculpe. Eu sinto muito. Nunca fui boa nisso. Nessa coisa de amor. De sentimento.

 Parece que sempre sentia que estava sentindo a mais. Sendo a mais. E eu esperava o mesmo modo de demonstração, mesmo sabendo que as pessoas podem demonstrar de modos diferentes. É que tanta intensidade dentro de mim precisa de algo equivalente e eu me perco nisso. É que por mais que tente demonstrar ou te falar você nunca vai saber como é intenso o que sinto por você. Eu não tinha noção de que podia amar tanto alguém, não nessa intensidade. Não com tanto fervor como eu te amo. Como quando paro e fico te olhando. Tentando decorar cada detalhe seu. Tentando fazer com que minha mente fixasse seu cheiro. Pra me aliviar quando estivesse longe de você. Pra me fazer aguentar a saudade que bateria. E mesmo tendo feito isso constantemente, agora que estou longe não creio que tenha sido o suficiente. Nada alivia essa saudade. Nunca pensei que sentiria a dor que senti no momento que tivemos que nos separar. Já senti algumas dores nessa vida, mas não do modo que foi quando te deixei. Tudo que eu queria era voltar atrás e sair correndo atrás de você. Ainda dói. Meus olhos ainda lacrimejam com saudade. 

Não sei se posso aguentar sabe? Te deixar foi uma das coisas mais difíceis da minha vida. Te deixar deixou meu coração em pedacinhos. Sei que foi necessário. Essa primeira noite sem você tem sido difícil. Tentei respirar, mas quase que não deu. Estou dolorida por dentro. A cama parece fria. Olho pra lado e não te vejo. Não te sinto. Me agarro a um casaco que você me deu. Pra não sentir tanta sua falta. Seu cheiro me invade. Lágrimas escorrem. Espero que eu possa aguentar isso tudo. Espero que eu consiga ser forte por nós. Pelos nossos planos e por tudo que sonhamos e queremos fazer. Espero que meu coração consiga se recompor. Espero mesmo

Resenha de Livro: As Perfeccionistas de Sara Shepard

Livro: As Perfeccionistas
Autora: Sara Shepard
Ano:2017
Páginas: 288
Editora: Rocco
Nota: 4 de 5

Quem acompanha minhas resenhas de livro sabe muito bem que eu simplesmente AMO a Sara Shepard. Tenho todos os livros da série PLL e da série The Lying Game ( que chegou até a ser adaptada pra série mas não passou da 2 temporada)e agora temos uma nova série pra apreciar que também será adaptada para seriado. As Perfeccionistas já está em produção e parece que vai seguir a mesma fórmula de PLL fugindo em muitos pontos do livro o que de certa forma me irritou um pouco já que depois de algumas temporadas cagaram LITERALMENTE com a história do livro na série. Não vou continuar porque as últimas temporadas de PLL deixaram muito a desejar e me decepcionaram em MUITOS fatores. Neste livro temos novamente 5 garotas no foco. Antes de falar do que achei do livro em si, vamos como sempre falar do enredo.

 A história se passa em Beacon Heights em Washington com foco em 5 garotas com personalidades muito diferentes. As garotas estão para concluir o ensino médio e não tem muito em comu. Mack toca violoncelo e seu sonho é ingressar na Julliard. Ava é a certinha que está concentrada em recuperar suas notas e terminar o ano bem. Caitlyn procura se recuperar de uma lesão que quase a deixou fora do campeonato de futebol e luta por uma bolsa pela faculdade. Jullie é a típica garota popular e desejada do colégio enquanto Parker só quer passar desperciba já que ela costumava ser popular e agora, bem ela não é mais. Mesmo sendo bem diferentes elas tem apenas uma coisa em comum: elas odeiam o pomposo,arrogante e popular Nolan Hotchkiss. O garoto é podre de rico, dono de altas propriedades, super popular na escola mas um tormento para certas pessoas.Ele pega pesado com Bullying e fofocas e não tem consequências com relação a seus atos oq ue deixa muita gente com raiva dele.Durante uma aula de cinema as cinco garotas estão na mesma turma e acabam tendo que discutir um caso de assassinato e acabam confessando uma para a outra como seria bom se Nolan sumisse de suas vidas. Cada uma tem suas mágoas com relação ao garoto e todas acabam se identificando umas com as outras e com isso quando elas menos esperam estão bolando um plano hipotético para que Nolan fosse eliminado de suas vidas. Mas a verdade é que elas não são assassinas a sangue a frio e resolvem que pregar uma pequena peça nele seria o suficiente pra ele se colocar no lugar e baixar a bola.  

Durante uma festa dada por Nolan, as garotas se organizam para colocar seu plano em prática com o maior cuidado e conseguem achando que tudo não passava de uma pequena peça que Nolan merecia. Mas logo depois, acabam descobrindo que Nolan foi morto. E adivinhem como? Do mesmo jeito que elas tinham debatido entre si na sala de cinema.  Agora, as 5 garotas se encontram uma linha de fogo cruzado já que não entendem o que está havendo. Elas não mataram Nolan, então como aquilo foi acontecer? Enquanto investigam o que pode ter acontecido, seus segredos vem a tona e elas correm contra o tempo podendo se tornar suspeitas do caso para descobrir quem faria aquilo com elas e principalmente com Nolan?

Apesar de essa história ter um foco diferente da série PLL e The Lying Game confesso que alguns pontos são muito parecidos com os elementos usados nos livros anteriores da autora. Sara Shepard não deixa os assuntos que ela conhecem bem de lado como mentiras, egredos, garotas perfeitas que querem mais do que tudo esconder seus segredos mais sombrios, ameaças, alguma morte e é claro MUITAS MENTIRAS. As perfeccionistas segue a mesma linha de escrita que conhecemos da autora. Sara sabe muito bem onde quer chegar e o que está fazendo mesclando os pontos de vista das protagonistas enquanto elas tentam resolver o grande problema que tem nas mãos sem parecerem suspeitas ao mesmo tempo que tem que lidar com as consequências de seus segredos podendo ser revelados. Tem muita coisa interessante nesse livro que deixa o leitor realmente preso dentro da história, mesmo com alguns elementos bem parecidos a autora ainda consegue trazer uma história boa com um ritmo e desenvolvimento muito bem alinhados e que termina de uma forma bastante condizente para uma continuação em um próximo livro. As perfeccionistas não decepciona se você está acostumado com o jeito, os assuntos e o desenvolvimento das histórias criadas pela Sara Shepard. Com certeza merece sua atenção. Estou ansiosa pra ver como o seriado será adaptado e um pouco nervosa também. Já vi que vão querer enfiar a Alisson e a Mona no meio e muita da coisa do livro será alterada o que me deixa bem nervosa. Mas é esperar pra ver. Eu recomendo. Arrisco dizer que essa história se bem trabalhada até o fim é até tão boa ou melhor que PLL.









Autora da série bestseller Pretty Little Liars, que virou seriado de TV, Sara Shepard apresenta uma nova trama envolvendo cinco garotas e um crime em As perfeccionistas, primeiro de uma duologia. Desta vez, o cenário da trama é Beacon Heights, Washington, onde Mackenzie, Ava, Caitlyn, Julie e Parker frequentam o último ano do ensino médio. Enquanto planejam seu futuro e lidam com suas próprias questões pessoais e familiares, algumas nem um pouco louváveis, as cinco descobrem algo em comum: todas elas odeiam o mesmo garoto, o rico e convencido Nolan. E arquitetam um plano de assassinato perfeito. Mas quando Nolan aparece morto exatamente do jeito que elas haviam imaginado, Mackenzie, Ava, Caitlyn, Julie e Parker precisarão provar que não são culpadas, enquanto suas vidas – e seus segredos – desmoronam ao redor.

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#Filme: A Barraca do Beijo 3


    Filme: A Barraca do Beijo 3
Título Original: The Kissing Booth 3
Duração: 1 hora e 53 minutos
Gênero: Romance, Comédia
Lançamento: Agosto de 2020
Nota: 2,5 de 5
Onde Assistir: Netflix, Vizer TV

Capítulo final da trilogia, Barraco do Beijo 3 era esperado com um pouco ansiedade, mas para as pessoas matarem a curiosidade de com quem Elle ficaria no final. Apesar de todos os murmurinhos que houveram por os atores que interpretam Noah e Elle estarem desconfortáveis atuando por terem tido uma relação real fora das telas e terem terminado, todo mundo se perguntou como seria a interação entre os dois. Eu ia falar da história, mas não tem muito o que dizer. Esse filme meio que não funcionou muito pra mim. A Barraca do Beijo 3 praticamente fala de decisões. O que me lembra de novo a trilogia "Para todos os garotos". Nesse longa, Elle precisa decidir se vai para a mesma faculdade com Lee, como eles haviam combinado nas regras de melhores amigos, se vai para a faculdade onde Noah estuda e dá continuidade ao seu romance com ele ou se segue outro caminho. Em meio a isso, ela sente inseguranças com relação a amizade de Lee, o romance com Noah e seu futuro na vida. 

A barraca do beijo 3 foi um daqueles filme que pra mim não precisava ter sido produzido. Poderiam ter colocado tudo em um segundo filme e ficaria bom se tivessem sintetizado tudo. Me pareceu em muitos momentos que o longa foi arrastado e ideias foram inseridas para que ele tivesse um enredo e um desenvolvimento. Do nada, surge uma lista de coisas que Elle e Lee bolam de fazer para encerrar o verão antes que façam suas escolhas e vão para a faculdade. Mas, novamente batem em uma tecla repetida que é o Lee ficando magoando por a Elle escolher inicialmente ir para a faculdade do Noah. E fica naquele drama todo de regras que foram combinados há tempos entre eles, e nenhum dos dois querendo saber o que realmente Elle quer para ela. O Marco é um personagem que pra mim, não sei porque apareceu nesse filme. Ele parece que surge do nada, só pra fazer o Noah ficar com ciúmes pra depois ir embora, ao ver que não fez diferença e que a Elle não mudaria de ideia. E pra fazer mais sentido, Elle acaba tomando um rumo bem diferente do que achavam. Eu até gostei da mensagem que o filme quis passar, de que as vezes só o amor e a vontade não bastam. As vezes, não é o momento certo. E o ciclo tem que se fechar naquele momento. Mas, parece que essa decisão foi tomada para que a personagem não ficasse com Noah já que os atores não estavam tão confortáveis em atuarem como se estivessem juntos. Me pareceu meio forçado e nem um pouco natural. Respeito o final que a personagem teve e sua escolha, e também a mensagem de parar de ficar pensando nos outros, e sim nela mesma. No que ela queria pra vida dela. E é isso. E tá tudo bem sabe? Não vejo necessidade de ter uma continuação desse filme. 

Aliás, o nome barraca do beijo só foi pra ilustrar mesmo, porque deram um jeito de inserir a ideia deles do primeiro filme beeem no final talvez para que fizesse sentido sabe? É isso ai. Achei mais fraca a conexão da Elle com o Noah nesse filme, e lá pela metade já estava achando que os dois não ficariam juntos mesmo. Esse longa me pareceu um pouco mais bobo em alguns elementos e em outros meio forçado. Foi um misto, já que ele não precisaria nenhum pouco ter 2 horas de duração. Há coisas boas e coisas ruins que encerram o capítulo do romance entre um dos casais mais adorados de filmes clichês da Netflix. É isso ai. Um filme bem mediano com uma mensagem até que bacana, mas que não chega perto do que poderia ter sido feito de melhor com a história.




A Barraca do Beijo 3 é a sequência do romance da Netflix, trazendo de volta Elle (Joey King), Lee (Joel Courtney) e Noah (Jacob Elordi). No filme, Elle precisa decidir onde irá ingressar na faculdade e sua decisão afetará diretamente sua relação com Lee e Noah. Mas enquanto sofre com essa escolha difícil, ela encontra a antiga lista de atividades para fazer antes da faculdade e decide por em prática tudo da lista antes que o verão acabe.



Filme: A Barraca do Beijo 2

Filme: A Barraca do Beijo 2

Título Original: The Kissing Booth 2

Lançamento: Julho de 2020

Duração: 2 horas e 10 minutos
Gênero: Romance, Drama
Distribuidora: Netflix
Nota: 3 de 5

Creio que todo mundo esperava por essa sequência, como esperavam por Todos os garotos. Neste filme, Elle tem que lidar com a distância de seu namoro, já que Noah foi para Harvard. Sem contar que ela e seu melhor amigo sempre sonharam em ir juntos para a Berkeley. Só que agora Elle precisa considerar Harvard por conta de Noah. Se não bastasse a distância, tem um novo aluno super gato que parece estar muito interessado nela, enquanto Noah parece ocupado demais com novas companhias na faculdade. Elle tem decisões a tomar e consequências através disso. O que será dessa relação?

A Barraca do Beijo 2 se desenvolve bem em questões de ritmos, e como era se esperado de filmes clichês surge um personagem novo para abalar a relação do casal, fora a distância que o jovem casal enfrenta. Eu me recordo que quando o filme foi lançado houveram muitas discussões com relação as atitudes do Noah. Mas, eu particularmente acho que a distância pode trazer a tona várias coisas, inclusive insegurança e instabilidade. Elle continua desastrada e engraçada, o Noah continua bonito, mas parece que um pouco da química se perdeu já que os dois atores namoraram na vida real e terminaram, e logo depois tiveram que gravar esse longa. 

Confesso que sinto uma pressão da Netflix para que a Barraca do Beijo seja como Para todos os garotos, mas não sei se essa história rende tanto como Para todos os garotos, já que a mesma foi baseada em uma trilogia de livros. Aliás, muitas questões desse filme são usadas dessa outra leva de filmes. Distância, Faculdade, Dúvidas e etc. Na minha concepção, o filme poderia muito ter se desenvolvido de outra forma e encerrado. Não seria necessário um filme 3, aliás eu to aqui pensando como eles vão enfiar uma barraca do beijo de novo no filme 3? Fica meio batido não acham? De qualquer forma, o filme não é ruim. O casal apesar de não estar na mesma química ainda convence e o dilema de uma nova paixão ainda fica pro filme 3. É aquilo, filme clichê, romance fofinho e assuntos que você já viu em vários filmes do gênero.





Em A Barraca do Beijo 2, Elle (Joey King) e Noah (Jacob Elordi) tiveram o verão mais romântico de suas vidas. Entretanto, quando ele segue para Harvard, ela precisará lidar com um relacionamento a distância, a expectativa de entrar na faculdade com seu melhor amigo, Lee (Joel Courtney), e a amizade com o novo colega de classe Marco (Taylor Perez).

#Filme: A Barraca do Beijo


Filme: A Barraca do Beijo
Título Original: The Kissing Booth
Lançamento: Maio de 2018
Gênero: Romance, Comédia
Duração: 1 hora e 45 minutos
Nota: 3 de 5
Onde assistir: Netflix, Vizer TV

Eu reparei que fiz a resenha de Barraca do Beijo 2, assisti ao 3 e não tinha feito do pimeiro. Então, achei justo vir aqui falar do primeiro filme até para compararmos a trilogia de filmes, e notar as mudanças óbvias que ocorreram com os personagens e suas trajetórias. Provavelmente você deve saber do que se trata o enredo, mas mesmo assim vamos falar dele resumidamente.  Elle e Lee são melhores amigos desde sempre, tanto que tem uma lista de regras entre eles. Combinam tudo juntos e não se desgrudam. Quando eles tem que bolar uma ideia para um evento na escola, surge a Barraca do Beijo. Uma ideia para empolgar os alunos e a escola. Contudo, para que a ideia seja um sucesso, eles tentam convencer o irmão de Lee, Noah que é super popular na escola a topar entrar nessa onda já que com sua participação, a ideia seria mais aceita para os outros alunos. Noah, se mostra irredutível no começo, mas logo depois as coisas entre ele e Elle começam a mudar já que a atração surge entre ambos. Mas, como levar esse romance adiante sem que isso atrapalhe a amizade que ela tem com o irmão de Noah e seu melhor amigo?

Quando lemos a sinopse dessa história ou assistimos o filme, pensamos que esse é mais um daqueles filmes super bobos e clichês adolescentes sem um motivo aparente, e acontece que isso mesmo. Mas, isso não quer dizer que por conta disso esse longa seja ruim. O filme é fofo. Tem o clichê, o romance, e os dilemas teens que já vimos em muitos outros filme juntando com o ator gato, o romance escondido do melhor amigo e mais outros elementos. A Barraca do Beijo funciona com sua simplicidade, apesar de ter algumas falhas no roteiro que deixam as coisas um pouco bobas em certos momentos. Ao produzir filmes teens clichês, tem que se tomar muito cuidado para que os dilemas dos personagens não pareçam tolos pr mais que sejam compreensíveis naquele ambiente ou situação. Aqui, a história é boa, mas não é aquele romance que vai marcar ou talvez entrar na sua lista de favoritos. Quando o filme estreou, foi um grande sucesso e não foi a toa que a Netfix aproveitou a onda e lançou mais 2 filmes ( que falaremos depois). A barraca do beijo é uma boa pedida para assistir em um fim de tarde, um filme levinho, com suas bobeiras, romance e clichê que te traz um certo alívio no coração e na mente. 




Melhores amigos desde sempre, Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney) têm a inventiva ideia de gerenciar uma barraca do beijo durante um evento da escola. Para fazer da proposta um sucesso, a garota tenta convencer o galã Noah (Jacob Elordi), seu crush e irmão mais velho de Lee, a participar da brincadeira. Ele mostra-se irredutível, mas os dois acabam se aproximando como nunca, o que estremece a amizade de Elle e Lee.

Pra refletir: Miss Americana, documentário da Taylor Swift


Você deve estar pensando que esse tipo de documentário é destinado aos fãs de Taylor e de sua música. E isso pode até ser verdade, de um certo modo. Por outro lado, Miss Americana conta um pouquinho da trajetória de Taylor até ela se tornar essa estrela mundial focando em pontos que valem muito uma reflexão. Pra vida mesmo sabe? E eu pelo menos senti muito isso. Não sou do tipo super fã dela, ouço algumas músicas algumas vezes e curto bastante o lance de ela escrever suas próprias músicas usando de sentimentos e situações que ela mesma vivencia em sua vida. 

É tipo se conectar com seu coração, coisa que eu me identifico já que faço o mesmo escrevendo textos e ela escrevendo músicas. Essa seria a fórmula de sucesso de Taylor? Escrever suas próprias músicas. O que mais curti nesse documentário é que vemos a Taylor de uma outra perspectiva, não como uma cantora global que quebra recordes e tem a vida perfeita. Aqui, em muitas cenas vemos uma Taylor humana. Humana e frágil. Vive o sonho dela de uma forma maravilhosa, mas tem todo o peso de ser uma artista global. Sendo julgada pela internet, pelos tabloides e por pessoas dizendo o tempo todo o que ela deve falar, como deve se comportar e que principalmente não pode se posicionar sobre nada. Ou seja, se comportar como uma boa menina. Dizer o necessário e nunca mais isso. Afinal, a carreira dela e sua imagem podem acabar arruinadas. A pressão em cima disso é tão grande que em alguns momentos sentimos uma Taylor frágil demais e prestes a desmoronar quando vê que o sucesso e a fama não são suficientes pra ela. E não basta apenas sofrer tudo isso, ainda tem aquela pressão pra se manter no topo. Porque se você não faz sucesso como o último lançamento, obviamente é flop ou tem algo errado. Ou se faz sucesso, as comparações começam. É frustrante e parece nunca estar bom o suficiente. Esse tanto de sentimentos e sensações na vida de uma pessoa que acima de tudo é humana é de enlouquecer. 

A imagem que as pessoas foram construindo da Taylor como uma garota que canta letras românticas com uma imagem até então inocente conflitando com quem ela queria ser de verdade e como ela queria se posicionar. O documentário mostra que as coisas não são como pensamos ou achamos que é. A vida de ninguém é perfeita. Nem mesmo de uma pessoa que tem fama, dinheiro e tudo que uma outra pessoa poderia sonhar. A evolução da cantora tanto na música como seus sonhos, desejos e inspirações acabam aparecendo no documentário e sua vontade de se posicionar. De ser alguém que pode mostrar no que acredita, e no que é contra. Uma Taylor mais livre, que pode tomar um pouco mais de suas decisões e ligar o foda-se pra quem acha o que quiser dela. 

Uma parte bem triste é sobre a busca pelo corpo perfeito em que a mesma confessava vomitar, ou não comer para ficar magra. Chegando até a ficar tonta a ponto de desmaiar em alguns shows. Ou do câncer de sua mãe. O fato de explorarem os relacionamentos que não deram certo de uma forma maldosa. Ou de ter poucos amigos que a realmente entendam ou a vejam como a Taylor pessoa. É tudo muito forte. Um documentário cheio de pontos pra se refletir, levar pra vida e pensar bem antes de criticar alguém baseado em uma fofoca, notícia ou acontecimento sem saber o que realmente houve na realidade. Ninguém foge do julgamento. 

E mesmo com tantos recordes quebrados, shows lotados, milhões de discos e singles no topo podemos ver que todo artista é HUMANO. E na maior parte do tempo nos esquecemos disso, cobrando-os o tempo todo. Seja por aquele disco ou música que precisa estar no topo. Seja por algo relacionado a sua vida pessoal. Seja por ser quem é. Precisamos nos lembrar que por mais que ela seja uma figura pública, que ela não tem sentimentos ou um coração que se magoa. E que tanta atender as expectativas mesmo não conseguindo. É um documentário pra fãs de sua música, e de sua carreira. Para conhecer um outro lado. Mas é também um documentário para quem quer refletir e enxergar o outro lado dessa vida. Pra quem quer aprender e evoluir.

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"Eu sei que se eu não escrevesse minhas próprias músicas, eu não estaria aqui"

"Quando você vive da aprovação de estranhos, é daí que você obtém toda sua alegria e satisfação. E é só uma coisa ruim acontecer, que tudo pode desmoronar."

" Sempre há algum padrão de beleza que você não vai alcançar"

" Se você é magra o suficiente, você não tem a bunda que todo mundo quer ver. Mas se você tem peso suficiente e uma bunda, sua barriga não está chapada o suficiente"

"Uma garota legal sorri e acena. Uma garota legal não faz as pessoas se sentirem desconfortáveis com suas opiniões"

"Quero trabalhar muito enquanto a sociedade ainda tolera ser bem sucedida"

"Quero usar rosa e mesmo assim me posicionar sobre política. Não acho que essas coisas tenham que se cancelar"




Resenha de Livro: Bela Redenção

Livro: Bela Distração
Série: Irmãos Maddox #2
Autora: Jamie Mcguire
Ano:2015
Páginas: 308
Editora: Verus
Nota: 4,5 de 5

Bela Redenção é o segundo livro da série Irmãos Maddox. Já resenhei o primeiro aqui no blog e confesso que não gostei tanto como gostaria. Neste aqui temos a história de mais um irmão para contar e antes de falarmos minha opinião vamos lá para o enredo da mesma. Liis Lindy é uma mulher forte que sempre foi dedicada ao seu trabalho no FBI. Ela tem em mente seus objetivos bem focados ela se muda para San Diego após terminar com o namorado para focar em sua carreira dentro da agência de operações especiais. É sua primeira noite na cidade sozinha e ela resolve ir a um bar próximo de sua casa. Liis não pretende ficar com ninguém mas acaba conhecendo um cara bem charmoso e insistente no bar. A química entre eles vai aumentando e eles acabam tendo uma noite maravilhosa juntos. Fazia tempo que ela não sentia algo daquele jeito. Mas Liis não quer nada com ninguem então dispensa o cara sem nem ao menos querer saber muito mais sobre ele.  Do outro lado, temos Thomas Maddox, o chefão do FBI e o mais novo chefe de Liis. Thomas ainda está se recuperando de uma situação traumática em sua vida amorosa, já que sua paixão Camille acabou ficando seu irmão Trenton. Thomas ainda não conseguiu esquecer e superara totalmente o que aconteceu e por isso mesmo não conseguiu se envolver com mais ninguém desde Camille. Quando uma situação inesperada acontece, Liis descobre que o cara que ela passou a noite é na verdade seu chefe que agora precisa que trabalhem juntos para solucionar um caso que envolve nada mais nada menos que seu outro irmão Travis. Conforme vão trabalhando juntos a química entre os dois aumenta e ambos não conseguem controlar o que estão sentindo. Liis tenta de todo modo se proteger já que percebe que Thomas ainda não superou seu amor antigo e não curou suas feridas. Com medo de se machucar ambos tem que achar uma saída para viver esse sentimento superando as coisas juntas ou tomando caminhos separados enquanto tentam solucionar um caso que envolve a família de Thomas.

Pra mim até agora, esse livro é o melhor da trilogia. Acontece que depois do grande sucesso de Belo Desastre alguns elementos na história ficaram um pouco batidos já pelas características conhecidas que os irmãos Maddox tem. O cara mulherengo, briguento e marrento que todas as mulheres dão em cima mas quer justamente aquela que não dá a mínima pra ele e nem quer ser mais uma de sua lista. O problema não é nem esse, e sim não saber usar os elementos da história fazendo com que a mesma fique batida e muito clichê. Aqui não acontece nada disso. Thomas é muito mais maduro com relação aos irmãos e Liis tambem. Ela não deixa barato com relação a algumas atitudes dele somente por ele ser chefe dela e eu curti muito isso sabe? Ela poderia agir de uma forma totalmente diferente se a autora optasse por transitar de outra forma mas não faz isso e torna a mesma muito mais interessante. A Liis sabe muito bem o que sente mas sabe também que é um risco depois de enxergar que Thomas ainda não superou a ex. Ela não faz aqueles joguinhos, ela encara as coisas e tenta se proteger do sofrimento apesar de saber que é inevitável. 

Thomas tem aquela insistência conhecida dos irmãos Maddox mas não paga de pegador lindão e fodão sabe? Talvez por ser um personagem que demonstra uma imagem forte por ser do FBI a autora não necessitou coloca-lo nessa posição o que deixou a história mais madura e mais interessante com relação as outras. A investigação do caso envolvendo Travis também ficou bem verídica. A autora conseguiu envolver outro livro com outros personagens sem forçar muito para que a outra história pertencesse a essa ( o que já vi muitos livros fazerem) Liis e Thomas se tornaram um casal bacana de ler. Eles superam juntos as dificuldades que encontram  A história acontece de forma muito natural. Enquanto Liis tenta se proteger e lidar com seu sentimento temos Thomas se entregando a um novo sentimento e tendo que colocar em ordem seus sentimentos para superar Camille e viver um novo amor. É um casal que gostei bastante de conhecer e que até agora foi meu favorito. Eu recomendo muito. A Jamie continua acertando nos elementos certos e soube usar de uma forma diferente os clichês para que ambos se complementassem. 







A aguardada continuação de Bela Distração Liis Lindy é uma agente do FBI decidida a se casar apenas com o trabalho. Ela adora sua mesa, está em um relacionamento sério com seu laptop e sonha em ser cumprimentada pelo diretor depois de solucionar um caso difícil. O agente especial Thomas Maddox é arrogante e implacável, um dos melhores que o FBI tem a oferecer — e chefe de Liis. Quando Liis e Thomas são encarregados de uma missão em que precisam fingir ser um casal, a atração entre eles chega ao limite — e os leva a questionar quanto realmente estavam fingindo. Bela redenção é o segundo volume da série que narra a excitante, romântica e por vezes volátil jornada dos Maddox rumo ao amor. Chegou a hora de conhecer o mundo misterioso do esquivo Thomas e descobrir como a paixão pode ser intensa quando você não é a primeira, e sim a última. Além, é claro, de rever os outros irmãos da família Maddox. • A livros da autora já venderam mais de 260 mil exemplares no Brasil • No Brasil, Desastre iminente entrou para a lista de mais vendidos da Veja. • Mesma autora de Belo desastre, Desastre iminente e Belo casamento. Os dois primeiros livros da série foram best-sellers do New York Times e da Amazon, e foram publicados em mais de 20 países. 






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