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Resenha de Livro: Encontrando- me



Livro: Encontrando- Me
Autora: Cora Carmack
Ano: 2015
Páginas: 290
Série: Losing It #3
Editora: Novo Conceito
Nota: 4 de 5

Esse é de olhos fechados o melhor livro da série. Pra quem não sabe ou não leu as outras resenhas aqui no blog, Perdendo-me é o terceiro livro da série Losing It da autora Cora Cormack. Os dois primeiros já foram resenhados aqui no blog. Enquanto no primeiro temos Bliss e Garrick como protagonistas, e no segundo temos Max e Cade como protagonistas nesse terceiro livro vamos saber mais da Kelsey (amiga da faculdade de teatro de Bliss) que depois de formada sai em uma viagem pela Europa como mochileira. Sem amigos e sem preocupações ela só quer viver o momento sem pensar nas outras coisas enquanto tenta esconder alguns temores que a apavoram. No meio dessa descoberta, Kelsey esbarra com Hunt um cara que parece durão e misterioso. Mesmo se sentindo atraída e tentando afasta-lo, Hunt tem uma grande necessidade de proteger Kelsey e salva-la de situações perigosas. Com uma terrível atração pairando sobre eles, ambos concordam em continuar a viagem juntos somente como amigos, mas conforme os acontecimentos vão desenrolando é impossível negar o que está na cara deles. Mas e se o que os dois guardam tão furiosamente vier a tona? O que acontece depois disso?

Eu me identifiquei tanto, mas tanto com a Kelsey. Em vários pontos, não pude deixar de pensar que ela tinha os mesmos receios e anseios que eu tive ou ainda tenho. É muito bom conhecer essa personagem melhor e esse livro proporciona isso já que nos anteriores tínhamos uma visão bem limitada da personagem que parecia ser de um jeito, mas agora é vista de um ponto totalmente diferente. No começo você pode pensar várias coisas da personagem e até se irritar com ela, mas isso passa porque há alguns pontos em que é impossível não se identificar. Ela quer descobrir de verdade quem quer ser, o que quer fazer e quer superar as coisas que a impedem mas em vez disso ela as enterra cada vez mais fundo. Eu me comovi com os dramas da personagem, com a crise existencial e a sua vontade de fazer algo mesmo sem saber o que era exatamente. Ai entra o Hunt, um cara super misterioso que em um momento parece estar afim dela e em outro não tanto, mas que acima de tudo se preocupa com ela e com seus anseios e quer conhecer a verdadeira Kelsey, aquela que ela tenta tanto esconder. Parabéns pra Cora. 

Ela conseguiu trazer pontos altos pro livro principalmente nesse drama de crise existencial, a Kelsey abusa de extravagâncias, bebidas, diversão com intuito de esvaziar e esquecer sua mente e quem nunca quis fazer isso? Mas o lado ruim é que uma hora a realidade cai na sua cabeça novamente e dói enxergar a verdade. Hunt é maduro, forte, protetor e sedutor e cuida da Kelsey de um jeito tão fofo que eu quis estar no lugar dela em muitas cenas do livro. O cara certo pra lidar com alguns fatos do passado que ela não consegue superar. E se você acha que não tem uma boa reviravolta, prepara-se. Do meio pro fim a autora conseguiu novamente me surpreender dando um destino meio improvável para os dois e quase no finalzinho um final digno pro casal. Uma narrativa gostosa e envolvente, com os elementos de romance, pitadas de drama e um cenas quentes na medida certa. O melhor da trilogia. Lembrando que nesse livro, há algumas menções a Bliss enquanto Kelsey troca alguns e-mails. É um romance bacana que eu recomendo de olhos fechados. Adorei.




Eu vivera toda a minha vida como uma menina confiante, aquela que não temia ousar ou se arriscar ou ser independente. Mas era um papel que eu interpretava como qualquer outro. Uma armadura d uma máscara eram necessidades da minha infância. Mas quando se cresce usando uma máscara, você nunca sabe qual a expressão por baixo dela.

- Você não é horrível, Kelsey. Você é vibrante e bela, e você pega fogo. Você queima com vigor. O fogo pode destruir, mas ele também é belo e essencial e pode ser purificador e nos dar a chance de um recomeço. Você não é horrível. De jeito nenhum.

A maioria das garotas mataria para passar meses viajando pela Europa após a formatura da faculdade, sem responsabilidade, sem os pais e sem limite nos cartões de crédito. Kelsey Summers não é exceção. Ela está tendo o momento de sua vida... ou isso é o que ela continua dizendo a si mesma.É um negócio solitário, pois está tentando descobrir quem ela é, especialmente porque está com medo de não gostar do que pode encontrar. Nenhuma quantidade de bebida ou dança pode afugentar a solidão de Kelsey, mas talvez Jackson Hunt possa. Depois de alguns encontros casuais, ele a convence a fazer uma viagem de aventura ao invés de ficar bebendo. A cada nova cidade e experiencia, a mente de Kelsey se torna um pouco mais clara, e seu coração menos. Hunt ajuda a desvendar seus próprios sonhos e desejos, mas quanto mais ela conhece sobre si mesma, mais percebe o quão pouco ela sabe sobre ele.




Resenha de livro: Fingindo



Livro: Fingindo #2
Autora: Cora Carmack
Ano: 2015
Páginas: 336
Editora: Novo Conceito
Nota: 4 de 5 ( bem melhor que o primeiro)

Me surpreendi TOTALMENTE com esse livro. Quem conferiu a resenha por aqui do primeiro livro ( Perdendo-me) sabe que eu não gostei tantooo assim da história então eu meio que não sabia exatamente o que esperar dessa história. Mas fiquei feliz já que minhas expectativas eram bem baixas e terminei a leitura bem feliz com a história que foi apresentada. Vamos falar do enredo antes né? Cade Winston é o típico rapaz bonitinho, inteligente e bacana daqueles pra ser um bom amigo e é por isso mesmo que ele acaba sozinho e com o coração partido. Ele simplesmente deixa as pessoas irem embora. A situação não pode ser mais complicada já que ele ainda sente algo por Bliss, sua melhor amiga que está noiva de Garrick, o bonitão britânico. A situação fica tensa e apesar de dizer que está levando numa boa, Cade só consegue ficar mais desconfortável com toda aquela situação. Tudo muda quando ele acaba conhecendo Max, uma garota de cabelos coloridos e tatuagens que o aborda com um pedido nada convencional. A garota acaba pedindo para Cade se passar por namorado dela para os pais que estão chegando naquele exato momento. Cade acaba vendo toda a loucura dessa proposta como uma oportunidade de esquecer o desconforto com Bliss, e também praticar o que aprendeu na faculdade de artes cênicas.

Max é uma garota totalmente diferente do que Cade se interessaria. A garota de cabelos vermelhos é musicista e tem um grande sonho que é ver a banda que participa decolar. Porém seus pais não aceitam sua decisão nem muito menos sua vida, por isso a garota mente toda vez que vai visita-los ou que eles vem visita-la. E por isso eles não podem de jeito nenhum descobrir sobre o verdadeiro namorado dela que é cheio de tatuagens e toca na banda. Cade seria a escolha perfeita. Mas o que era pra ser algo só de fingimento e que duraria pouco tempo acaba se tornando algo que sai totalmente controle de ambos que acabam se relacionando e se afastando por medo de várias coisas que o impedem internamente. Os dois precisam passar pelos obstáculos se quiserem ficar juntos, superar seus limites e admitirem o que sentem um para o outro sem o receio de se machucarem.

Se no livro anterior tínhamos um enredo bem superficial a coisa já muda BASTANTE nesse livro. É notável a evolução da escrita da mesma com relação a construção do enredo e os elementos inseridos dentro da história. Não sei se por contar a história de outro personagem nesse livro, a autora conseguiu captar melhor a junção do que entraria dentro da mesma e a fizesse mais interessante aos olhos do leitor. De início, a história parece bem clichê por que você com certeza já leu ou assistiu algo relacionado a alguém pedir pra se passar por namorado, noivo e etc. Mas a autora sabe usar desse clichê muito bem para explorar pontos um pouco dramáticos e que deram um gás pra história de uma forma bem desenvolvida e foi isso que realmente faltou no primeiro livro.

 Nessa obra temos algo totalmente diferente na essência mas ao mesmo tempo igual já que a narrativa flui do mesmo jeito que o primeiro livro. A autora conseguiu criar aspectos baseados na personalidade dos personagens de uma forma crescente em que os acontecimentos condizem com o mesmo. A leitura fluiu bem mais rápido do que o primeiro livro, e me fez pensar mais nos dramas dos personagens.  A mistura de drama, romance e algumas cenas sensuais dá muito certo até que a história termine. Narrado sob o ponto de vista dos dois em capítulos alternados Fingindo me deu uma outra visão sobre a autora e satisfeita pela leitura que foi feita. Um livro interessante, desenvolvido com pontos dramáticos certos e em uma dosagem moderada que te faz gostar do que está lendo e gostar dos personagens. Recomendo.






Você compôs aquela música pra uma menina?
Você está sugerindo novamente que sou gay?
Fiz que não com a cabeça.
Não era. Quando decidi fazer alguma coisa a respeito, ela já estava com outra pessoa.
Então você desistiu?
Não fazia sentido eu disse. Eu não podia competir.
Bobagem. Ela apertou o pano com mais força e aproximou um pouco mais meu rosto do dela.
Você é o Menino de Ouro. Você é bom em tudo. Você é gentil, maravilhoso e provavelmente interrompe tudo o que estiver fazendo para ajudar velhinhas a atravessar a rua. Se você não pode competir, então todos nós estamos completamente fodidos.
Sorri. Ouvi-la dizer que eu era maravilhoso era um bom prêmio de consolação.
O outro cara é britânico.
Ela jogou a cabeça para trás e riu, e meus olhos se detiveram na curva suave do seu pescoço.
Sim, você é muito azarado, Menino de Ouro.


“Ele havia me arruinado. Antes eu era como gelo – fria, cortante e sólida. Mas durante semanas, ele me derreteu, e eu odiava isso.”

“- Sua dor a tornou mais forte. Ela fez de você uma mulher incrível e cheia de vida. A dor fez de nós dois o que somos."


Isso havia parecido algo inofensivoantes_ uma atração inocente.Eu pensei que aquilo me faria esquecer a Bliss,e deu certo.Pesei naquilo como u encontro em segurança porque nós dois sabíamos que não iria a lugar algum.

Entretanto,eu já não tinha mais certeza quanto a isso.Bem,talvez minha mente tivesse,mas o resto do meu corpo,não.Qualquer encontro entre nós dois agora não seria inofensivo e com toda a certeza do mundo não seria nada simples.”


“Olhei Cade nos olhos.De várias formas essa canção falava de nossa situação também.Passaram-se três meses,e nós invadimos completamente a vida um do outro.Juntar-me a ele com uma musica sobre perda ma obrigou a conter as lágrimas.Eu estava correndo o perigo de dizer todas aquelas coisas bregas sobre metades da laranja e almas gêmeas das quais sempre rira nos filmes.”




Por quanto tempo você consegue prender alguém? Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la.

Com seus cabelos coloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam... E eles nem sonham que a filha vive assim.
Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro. A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado.Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida.
Um faz de conta com data marcada para terminar... E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você.






Resenha de Livro: Perdendo- me


Livro: Perdendo- Me
Autora: Cora Cormack
Ano: 2014
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Nota: 3 de 5

Eu já tinha lido esse livro há algum tempinho atrás, porém  como ainda não tinha comprado as continuações não escrevi a resenha e agora, finalmente reli o livro para poder vir contar minha opinião aqui pra vocês. Vamos como de costume, falar primeiro do enredo. Bliss tem 22 anos, está na faculdade de artes cênicas e tem um pequeno problema: ela ainda é virgem. Ao contar isso para sua melhor amiga Kelsey, a mesma não se conforma e decide mudar essa situação de uma vez por todas levando Bliss a uma boate com o simples objetivo de encontrar alguém de fazer Bliss perder sua virgindade. Mesmo relutante, a garota aceita e acaba conhecendo Garrick. O cara com um livro de Shakespeare na mão no meio de uma boate que chama a atenção da moça. Com um papo descontraído, os dois acabam sentindo uma conexão e acabam saindo da boate indo em direção ao apartamento de Bliss. Coincidentemente, ela descobre que os dois moram no mesmo bloco e bem perto um do outro. O clima esquenta e Bliss apesar de apavorada não consegue resistir aos encantos de Garrick que além de charmoso é britânico. As coisas vão ficando mais intensas, os dois dão alguns amassos e quando estão quase no finalmente, a garota se apavora dando uma desculpa mais furada que qualquer outra que você já tenha ouvido. Ou seja, ela sai correndo deixando o cara sozinho, quase nu e confuso em seu apartamento.

Envergonhada ao extremo ela não admite o fracasso para sua melhor amiga Kelsey e deixa as coisas como estão. Afinal, quais as chances de ela encontrar o cara de novo? E ai o destino resolve brincar com ela. Substituindo um professor temporariamente em uma de suas aulas, Garrick surge na sua frente deixando Bliss de boca aberta. Só podia ser alguma brincadeira. Após a surpresa os dois decidem que podem deixar o que aconteceu de lado e serem adultos levando as aulas a sério. Os dois entretanto, não conseguem deixar a atração e os sentimentos que começam a surgir de lado e entram em um estado de negação. Mas a atração aumenta e os dois não conseguem mais evitar. O que fazer naquela situação?

É bem óbvio desde que se inicia a leitura do livro que não se trata de uma história profunda e nem de personagens tão cativantes. A história é bem leve e não tem nenhum ápice de modo que eu não consegui me conectar tanto com a história. A autora tem um modo de escrever simples e descomplicado, mas a leitura não fluiu tão rapidamente como eu imaginava. Não há destaques nessa história e alguns pontos até soam um pouco clichê já que foram explorados em outros livros. A premissa de Bliss ainda ser virgem deu um toque cômico para a história rendendo algumas cenas bem engraçadas dentro da mesma.  Garrick é charmoso, inteligente e bem maduro. A beleza e o charme dele são evidente na descrição da história e um ponto a mais é que ele é britânico. Cade, melhor amigo de Bliss( que é o centro do próximo livro da trilogia) é um amigo fofo e encantador que nutre um sentimento pela amiga que ela nem imagina. Kelsey é bem superficial, não dá pra conhecer muito dela já que só podemos observar a garota levando Bliss para festas e bebidas. Bliss é uma personagem um pouco engraçada, mas ao mesmo sem nenhum atrativo. Não vi nada que me fizesse gostar da personagem o que me irritou um pouquinho. 

Esperava algo a mais nessa história mesmo nos momentos de envolvimento de Garrick e Bliss mas isso não aconteceu o que me deixou bem frustrada. Não há um atrativo suficiente, não há um ponto alto e não há pontos que te fazem mergulhar na história. É aquele típico livro nem bom nem ruim sabe? Um livro que dá pra ler mas sem nenhuma pretensão já que a história não é tão atrativa.

Foi uma leitura regular com alguns pontos medianos. Se você procura um livro bom para te distrair de uma ressaca literária esse livro pode ser ideal pra você. Perdendo-me é o primeiro livro de uma trilogia, sendo que os dois livros seguintes focam em outros personagens presentes nessa história( Cade e Kelsey) com aparições de Bliss e Garrick.







“(…)Ele era facilmente o cara mais atraente que eu já tinha visto essa noite, com seus cabelos loiros caindo por cima de límpidos olhos azuis, apenas um pouco de barba no maxilar para lhe dar um ar mais masculino sem que o tornasse barbudo demais e um rosto que poderia ter feito anjos cantarem…”
E quando ele abriu a boca… UAU!!!!

“(…)Sotaque. ELE TEM SOTAQUE BRITÂNICO. Santo Deus. Estou morrendo…”

“(…)Eu o provoquei com mais um beijo rápido e disse: _Faz amor comigo?

Tudo nele ficou tenso… as mãos que estavam em mim, a sua bela face, e o seu corpo sob o meu. _ Bliss, você não tem que fazer nada que você não queira fazer por mim.

(…)O mundo estava se juntando em mil pedaços atrás dos meus olhos cerrados, e minha boca ainda estava aberta em um grito silencioso. Senti o beijo dele debaixo da minha orelha, e estiquei a mão na direção dele, envolvendo a sua cintura com meus braços.

(…)Eu amo você._nós dissemos, juntos”




VIRGINDADE. 
Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível com uma noite de sexo casual.Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e... adivinhe quem ela encontra?



Resenha de Livro: Simplesmente Acontece de Cecelia Ahern

Livro: Simplesmente Acontece
Autora: Cecelia Ahern
Ano: 2014
Páginas: 448
Editora: Novo Conceito
Nota:  4 de 5
O livro que deu origem ao filme de mesmo nome com Lily Colins e Sam Claflin.

Eu estava mais do que ansiosa pra começar essa leitura, já que tinha assistido ao filme tinha um bom tempo. O filme( que já tem resenha aqui no blog) apesar de bacana não me agradou tanto como muita gente relatou. Mesmo assim, comprei o livro esperando algo totalmente diferente da perspectiva do longa e foi isso que aconteceu. E eu fiquei super feliz. Desde PS EU TE AMO tive dificuldades em gostar tanto de um livro da Cecelia. Li outros dois dela e não agradou, mas esse aqui conseguiu. Vamos falar do enredo antes? Rosie Dunnie e Alex Stewart são melhores amigos desde os 5 anos, ou desde que se lembram. As trocas de confidências, brincadeiras, festas, aniversários, conquistas e tudo mais foram compartilhados entre eles durante todos os anos.  Quando o pai de Alex recebe uma proposta de emprego e se muda para outro país bem longe um do outro, os dois começam a perceber que a distância será um obstáculo em sua amizade. Mas não é somente isso que quer provar a amizade dos dois, quando Rosie engravida de um cara no baile depois de não conseguir ser o par de Alex, as coisa mudam radicalmente. Os dois começam a viver vidas diferentes, com realidades diferentes, se envolvendo com outras pessoas, tendo que crescer mais rápido e enfrentar as dificudades impostas. Um intervalo de tempo é criado entre os dois durante alguns acontecimentos, mas ambos não deixam de se falar e de serem amigos. O relacionamento de ambos vai crescendo, e conforme vão se relacionando com outras pessoas os dois descobrem que aquilo que eles queriam estava perto deles o tempo todo. 
Esse enredo pode soar muito familiar já que Simplesmente Acontece tem a premissa bem parecida com o livro Um Dia, no qual ambos são amigos mas desenvolvem vidas paralelas com intervalos de tempo grandes e que no final admitem aquilo que já estava na cara. Um dos pontos interessantes do livro é que toda a narrativa do mesmo é feita por cartas, e-mails, bilhetes, cartões e toda forma de comunicação que você conseguir pensar. Isso deixa a narravitva com uma cara totalmente diferente. A história de Rose e Alex apesar de ser clichê é bem interessante. A autora mergulha no mundo dos dois e se aprofunda nos sentimentos do casal um pelo outro. Os assuntos tratados na livro que ocorrem na vida dos personagens são bem claros e mostram como a vida pode nos levar para outros caminhos, mas no final nos escancara aquilo que já sabiamos bem há muito tempo. Como todo leitor que lê a obra e compara com uma adaptação fiquei extremamente irritada após ler o livro com o filme do mesmo. 

Desculpas sinceras pra quem curte ambos, mas o filme deixa MUITO a desejar. Apesar de se tratar aqui da resenha do livro, tenho que deixar expressada a minha insatisfação. Muita coisa foi modificada. Cenas que nem existem no livro estão no filme, cenas que estão no livro são modificadas no filme. O que me irritou bastante foi o corte de muitos acontecimentos e adaptação do mesmo para as telas, editando os elementos da história e trazendo uma certa confusão. Um livro divertido narrado por trocas de cartas, emails e etc foi transformado em um filme mediano que não representa a essência da história totalmente explícita na obra. No geral, deu pra perceber que fiquei muito frustrada. Mas para complementar, Cecelia soube explorar muito bem o relacionamento dos dois alternando entre os contatos da filha de Rosie, Ruby, a esposa de Alex, o marido de Rosie e vários outros elementos que são misturados com os acontecimentos recorrentes da vida de Alex e Rosie. Os dois são extremamente fofos em diversas ocasiões um com o outro além de serem engraçados. A irritante mania de Alex de trocar SEI POR CEI. A insistência de Rosie de corrigi-lo. As conversas divertidas dos dois. Me peguei várias vezes dando risada dos dois durante vários momentos da leitura e muito embalada pelo que os dois desenvolviam. 

A história de Alex e Rosie passa por diversas provaçoes, obstáculos, trilha caminhos diferentes com pessoas inusitadas, mas mostra que um amor de verdade nunca permanece. E que muitas vezes aquilo que insistimos em não admitir pra nós mesmos é a verdade mais urgente de nosso coração e sempre esteve ali, bem embaixo de nosso nariz. Se você assistiu o filme, com certeza a leitura deve ser obrigatória. Mas já aviso, se leu e ainda não assistiu se prepare para se decepcionar um pouco com a adaptação. Apesar disso, a história é muito boa e engraçada. Recomendo muito.
“Acho que a vida gosta de fazer isso com a gente de vez em quando: te joga num mergulho em alto-mar e, quando parece que você não vai suportar, ela te traz para a terra firme de novo.”

“A vida é dura, mas e daí? É difícil pra todo mundo, não é? Quem disser que é fácil está mentindo.”

“Não quero ser uma dessas pessoas de quem as pessoas se esquecem com facilidade, que era tão importante naquela época, tão especial, tão influente e tão querida e, mesmo assim, anos depois se torna apenas mais um rostinho vago e uma lembrança distante. Quero que sejamos amigos para sempre, Alex.”

O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.


Resenha de Livro: Postais do Coração


Livro: Postais do Coração
Autora: Ella Griffin
Ano: 2012
Páginas: 448
Editora: Novo Conceito
Nota: 2,5de 5

Antes de tudo, apesar do nome lembrar muito o da Emily Giffin esse livro é escrito por uma autora totalmente diferente. Uma leitura que tinha TUDO pra conquistar, mas que infelizmente me decepcionou em muitos pontos. Um livro que pecou muito pelos excessos e por certas coisas colocadas durante a história como se não se conectassem a história. Comecei a história bem empolgada, mas conforme a leitura foi avançando a história começou a me dar MUITA preguiça. Não é a escrita da autora, que até é fácil de ler mas sim o desenvolvimento e o objetivo geral da história que me deixaram bem confusa. Em muitos momentos, eu me vi perdida tentando entender o que estava acontecendo ou o que a autora queria dizer. Basicamente, o livro é dividido entre quatro personagens, dois casais. Um dos casais é Conor e Jess que estão juntos há algum tempo, tem filhos gêmeos mas não se casaram. As coisas ficam um pouco tensas quando Conor foca sua atenção para um livro que está escrevendo e Jess acredita que ele está deixando a família de lado. O outro casal é Saffy e Greg, Saffy trabalha em uma das melhores agência de publicidade da Irlanda, é bem sucedida e namora Greg um ator muito badalado. No começo, achei que Saffy e Greg salvaria a história e me cativariam durante a leitura mas não foi isso que aconteceu. Saffy até que é uma personagem aceitável, mas Greg pra mim é bem chatinho. Fiquei com preguiça durante os momentos que descreviam suas cenas de ator.

"- Meu Deus! O que foi isso? - Conor parou, subitamente. - O quê? - Os olhos de Jess se arregalaram. - Shhhh! De novo! - Ele pôs a mão no peito - O barulho do meu coração se despedaçando." 
Muitas outras situações surgem dentro do livro, mas esses dois casais que se conhecem são a base para a história em geral. A história poderia ter cativado muito mais do que foi apresentado, e por um momento pensei que seria boa. Infelizmente, o desfecho foi presunçoso, chato e nem um pouco convincente. É como aquelas histórias que nos deixam imaginando que poderia ter sido melhor lapidada, mas que faltou algo no meio do desenvolvimento. O fato de ser um livro grosso com mais de 400 páginas, a história tem que cativar, tem que ter algo que motive o leitor a continuar por ali porém muitas vezes pensei em largar o livro. Não abandonei a leitura porque não gosto de deixar livros pela metade, mas muitas vezes me peguei pensando nisso sem contar que demorei mais do que o esperado pra ler esse livro, coisa que não acontece com outros livros.  Uma escrita densa que deu a sensação de ter mais de 400 páginas e que não acabava nunca.  A falta de cuidado com os detalhes e a atenção ao desenvolvimento prejudicaram muito as coisas que ficaram no ar e superficiais. Uma história de romance que tinha tudo pra cativar  e ser linda mas acabou sem encanto algum. 

"Talvez Greg não se lembrasse mais de como sua vida era vazia antes de conhecer Saffy. Talvez tivesse se esquecido de como ela fora boa para ele. E talvez pensasse que conseguir um papel em um filme fosse o melhor que poderia acontecer com ele.

Mas estava errado. O melhor já acontecera. E era Saffy." 

 "– Faz anos que espero que você me peça em casamento Greg, anos e anos. E me desculpe, mas não posso continuar assim, fingindo que isso não tem importância – Era verdade agora ela percebia. E sentiu um alivio ao dizer: – Relacionamentos são como tubarões: precisam continuar em movimento senão morrem.

Greg sorriu nervosamente e tentou segurar sua mão.


– Quem disse? Talvez sejam como os bichos preguiças. Eles praticamente não se movem e podem viver até quase quarenta anos. Eu vi em um documentário no Discovery."


O livro é bom, teria um potencial bem maior se tivesse sido mais trabalhado no desenvolvimento e não prezado outras coisas irrelevantes que pareciam estar ali só pra ocupar espaço. Outras situações que precisariam de mais detalhes foram deixadas de lado o que fez com que a história ficasse no termo mediano pra mim. Não tenho nada a reclamar sobre a jeito de escrever da autora, que como eu já disse é fácil e até flui bem. O problema todo foi o excesso de coisas que deixaram as coisas ao redor dos personagens totalmente confusa e bem mornas. Em um certo ponto eu estava lendo e pensava "Ai que preguiça, cadê a parte cativante?" e acredite eu estava apostando alto nesse livro.Postais do coração entrelaçam a vida de dois casais de uma forma grande em que eles mudam completamente. É um romance com clichês,  com pequenos detalhes que são agradáveis mas que foram desenvolvidos de um modo totalmente errado infelizmente. Se você curte romances não tão melosos esse livro pode ser uma boa pedida. 

Saffy tem um trabalho incrível em uma agência de propaganda em Dublin. Ela tem sua difícil mãe a uma distância segura. E ela acredita que seu namorado ator Greg — o próximo Colin Farrell — finalmente irá pedi-la em casamentoConor admira a linda Jess. Mas depois de sete anos e gêmeos, ela ainda não se casará com ele. Ele passa os dias ensinando adolescentes terríveis e as noites escrevendo o livro que espera que mude tudo — inclusive a mente dela.Mas está difícil de alcançar finais felizes...





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